Caro Senhor Sol de Antes de Ontem.
Como parte inquieta que sou dessas emoções triviais que nos cercam, declaro paz e longanimidade a Vossa Excelência (que por sinal já se deitou, pra nunca mais acordar)
Venho a partir desta, solicitar uma grande clareza a assuntos que não entendo nem pensando com mil botões, e que muito me inquieta.
O fato é que você não pode me ouvir nem me responder, e talvez isso seja bom. Mas por ora, reflitamos sobre os pontos ascendentes desse labirinto de emoções que entrelaçam seres tão diferentes como eu e a Vossa Excelência.
Sem mais delongas, abriremos diretamente o leque de cartas:
Por que raios e diachos o combustível das ações geradas por nós tem que vir proveniente mente um do outro e não de dentro de nossos próprios interesses? E por que diachos e raios que quando queremos que seja o "nós" dentro de um sentimento/emoção acabamos por limitar o entendimento de ambos?
Da pra esclarecer para o mundo pequeno e hipócrita desse ser desumano aqui, por que diabos que quando quero te ver você desaparece pelo meio das nuvens até dar lugar à lua que banha o veneno que adocica minha vida?
Não consigo entender até onde minhas preocupações e frustrações podem te abalar/emocionar/intrigar/escandalizar/irritar/esfriar/enegrecer/entreter e nem consigo ver onde que pode acabar o resultado dessa laia de resfriados que atormentam minha alma.
Caro Senhor Sol de Antes de Ontem, será que a Vossa Excelência não teria como entender que meu delírio é você? Apesar de aparentares estar em descanso para todo o sempre, podes, em meio a tantas discordâncias, dar o ar a sua graça para um ser sem gosto como o meu? Será que em sua sublime supremacia não terias um momento para deixar a situação que me assola de forma mais clara que dia de verão sem nuvens?
Serei bem objetivo/direto/verdadeiro em dizer que tento responder a todas as suas expectativas (embora eu não tenha classe nem educação para agradá-lo em qualquer coisa que me der na telha de fazer) e que sinceramente, todos seus interesses são meus também, talvez, até primordialmente.
Com muito respeito a Vossa Excelência e gratidão pela sua atenção, lhe desejo sortes, amores e a compreensão de que minha boca tem amargado o gosto doce do veneno.
Com carinho e respeito,
John Napster.
PS: amo você, pedra.