sábado, 17 de dezembro de 2011
the hidden ground of love.. p 112.
atividade verbal..
"... uma atividade (...) do ser humano que se transmite até certo grau mediante os signos de uma língua (cuja característica fundamental é a utilização produtiva e receptiva dos signos da língua). Em sentido restrito, deve-se entendê-la como uma atividade na qual o signo lingüístico atua como 'estímulo' (Vygotsky), uma atividade, portanto, em cujo transcurso construímos uma expressão lingüística para alcançarmos um objetivo prefixado."
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
c'r cnist'r.. capítulo 1 - 3
terça-feira, 29 de novembro de 2011
c'r cnist'r.. capítulo 1 - 2
Mas o Paulo nunca passou a bola, porque passaria hoje?
Desde os cinco anos de idade eles jogam juntos. Acabaram se conhecendo mais do que qualquer pessoa pode conhecer alguém. Desde que se conheceram, a cinco anos atrás, se tornaram inseparáveis, seja no campo, na escola, no lazer ou nas brigas. Com 10 anos, cada um já tinha um dedo quebrado, perdido dois dentes de leite, sem falar dos incontáveis hematomas e ralados. Não, não foram tudo de brigas, tiveram acidentes de bicicleta, tropeços quando foram correr depois de pregar uma peça, complicações ao pular o muro da casa 13 depois de amarrar o rabo do gato na cerca, essas coisas de garoto. E no futebol também.
Paulo viu o Ramy sozinho e livre pra receber o passe, e era um passe fácil pra se fazer, era gol garantido. Ele veio correndo pelo lado direito do campo, olho para o Ramy, calculou a força do chute, e quando o zagueiro ao seu lado chegou para tirar a bola ele cortou numa jogada rápida por entre as pernas do zagueiro e chutou a bola com a maior força que conseguiu.
E a bola, rasgada em dois lados, viajou.
Com uma velocidade incrível ela se deslocou em direção ao gol, sim, ao gol. Todos no mundo da rua São Jorge pararam para ver a viagem que a bola mais rápida já chutada contra um gol de chinelo fez.
A bola passou pelas mãos inadequadas do goleiro, e mexeu o chinelo do lado esquerdo. Ou melhor, a trave esquerda. E a regra de futebol com chinelos é clara: mexeu o chinelo, é trave. Trave não é gol. Mexer o chinelo, não resulta em gol.
Falhou.
O suspiro de "uuuu" se espalha pelos dois times, pela arquibancada e pelos corações de Ramy e Paulo. Ramy chateado, Paulo sem olhar para Ramy, envergonhado.
É em momentos de dificuldades como esses que se mostra a diferença de caráter entre as pessoas. É fácil ser amigo quando se amigo faz o gol da decisão, quero ver é você fazer como o Ramy, que abraçou o Paulo e disse:
"Amigo, foi um dos chutes mais lindos que você já deu." e sorriu.
"Sai daqui Ramy" disse um Paulo revoltado se desvencilhando de um dos abraços mais sinceros que ele poderia receber.
"Poxa brother. Só falei que foi bom, caramba."
"Tu qué é me lembrar que eu podia ter te passado. Chinelo de lixo." disse um Paulo muito revoltado. Sem motivo pra toda essa revolta, claro.
"Relaxa brother." Ramy disse baixinho.
"Relaxa nada Ramy. A droga do gol tava feito, eu chutei certo, fiz tudo certo. Chinelo de lixo."
"Tem os pênaltis cara. Caramba, da nada." Ramy disse ainda mais baixo.
"Da nada??" gritou Paulo. "Da nada?? A gente não precisava desses pênaltis. Não precisava mesmo."
Paulo se virou e saiu apressado, ainda com a respiração pesada. Se dirigiu até a mangueira mais próxima e bebeu água sem parar pelo próximo minuto inteiro, aproveitando no fim para lavar o rosto e inundar o cabelo. Se existia piolhos ali, morreram afogados.
Ramy não fez nada. Ficou parado em silêncio olhando o melhor amigo se afastar todo revoltado.
"O que aconteceu aqui entre vocês Ramyzinho-inho?" disse uma vozinha baixa, suave e doce de menininha.
Ramy olhou para o lado sobressaltado e meio assustado. Não é sempre que uma voz feminina vem e se auto gera em meio ao nada como se sempre estivesse ali só esperando que algo acontecesse para desaflorar e assustar uma criança inocente, como é o caso do Ramy nesse exato momento.
"Mia! Que susto! Nem ouvi você chegar."
"Ha! Meu irmão que me ensinou essa de andar como gatinho. Acho que ele viu num filme." disse sempre baixinho Mia, irmã de Paulo.
"Seu irmão é muito esperto pra idade que a gente tem, sempre falo isso pra ele." disse um Ramy tão baixo quanto a Mia irmã do Paulo. Quem visse essa conversa de fora poderia jurar juradinho que eles estavam cochichando e tramando algo.
"O que aconteceu? Ele nunca grita com você."
"Eu sei Mia. Eu sei."
"Ele nem ta triste com você né?"
"Acho que não. Acho que ele está triste com ele mesmo." Ramy respondeu mais pra ele do que pra Mia.
"Acho que você também é muito esperto pra idade de vocês" disse Mia com sinceridade.
"Achas?" Ramy estava surpreso.
"Acho." disse uma envergonhada Mia.
"Obrigado Mia. Agora vou la que tenho que fazer um gol de pênalti."
Ramy ia saindo quando foi chamado por uma encabulada Mia.
"Ramy!" ela disse mais alto do que o normal mas mais baixo do que a maioria.
"Ah, fale Mia"
"Boa sorte!"
Ramy fez o gol. Paulo também. Ambos foram tomar chocolate quente na casa do Paulo com Mia sempre quieta e presente ao lado dos dois e um seu Martin muito orgulhoso dos 3 sentados na mesa da cozinha comendo o segundo pacote de bolacha recheada. Crianças comem muito mesmo, ta louco, pensou Martin todo orgulhos e sorrisos.
c'r cnist'r.. capítulo 1 - 1
"Olá menino" disse Ramy olhando para o rosto confuso do rapaz sentado na escadaria de mármore branco da Igreja da Graça. O menino em questão, estava usando um terninho preto, gravata borboleta preta, uma calça social preta e sapatinhos pretos engraxados e brilhantes de tanto serem lustrados. Cabia perfeitamente nele, mesmo com apenas 5 anos de idade.
"Oi" disse baixinho e encabulado o menino sentado na escadaria de mármore branco, levando os olhos diretamente para seus próprios pés, completamente sem graça.
"Meu nome é Ramy." disse um Ramy todo animado. "Qual é o seu?"
"Paulo" disse um Paulo em voz baixinha e encabulada sentado na escadaria da Igreja da Graça, sem tirar os olhos dos sapatinhos lustrosos e brilhantes.
"Quantos anos você tem?"
"Tenho 5." respondeu Paulo.
"Nossa que legal, eu também. Legal né? A gente tem a mesma idade."
E então, pela primeira vez nos últimos minutos, Paulo levanta seu olhar para ver, pela primeira vez, quem está a sua frente. Um garotinho franzino com cabelo ruivo bagunçado, meio curtinho, sardinhas cobrindo o rosto inteiro como se fosse ferrugem, uma camisa do Flamengo, short de jogador e um chinelo Havaianas. O garoto com um claro sorriso no rosto fino, os olhos verdes brilhando de entusiasmo, loucos e ávidos pela resposta tão esperada.
Paulo abre a boca para responder, fecha, e volta os olhos para seus sapatinhos lustrosos.
"É." foi tudo o que um decepcionado Paulo respondeu.
"Sabes que que tem esse monte de carros estacionados nessa igreja aqui hoje? sabes? sabes?"
"Sei."
Silêncio.
Ramy nem entendia qual era o problema desse Paulo engravatadinho. Como que um menino de 5 anos pode estar sentado numa escadaria de mármore branco com uma roupa de gente adulta e sem o menor interesse pela montuera de carros estacionados bem em frente a ele? Como isso é possível?
"Eee?" ele disse tentando dar uma corda para seu companheiro ir em frente.
"Eles vieram dar tchau para a minha mãe." respondeu o sempre calmo e tristonho Paulo.
"Ai que legal. Ela vai viajar é?"
"Não."
"Eee, mas, então... como assim?" disse um Ramy agora mais confuso do que nunca.
"Meu pai me disse que ela foi visitar Deus pra dizer pra Ele como eu sou um menininho querido."
"Noooossaaaa. Que doido. Como ela fez isso?" disse um Ramy agora mais animado do que nunca.
"Não sei." respondeu o sempre tristonho Paulo.
"Como assim?" de novo o confuso Ramy.
E então, bem baixinho, como se pra não assustar a própria consciência, Paulo responde:
"É que, ontem ela não acordou de manhãzinha. Meu pai disse que ela tinha ido falar com Deus. Mas ela ainda não voltou, e agora sempre vem gente chorando na minha casa e ficam me abraçando e abraçando meu pai. Isso tudo é muito chato. Eles não sabem que ela pode se distrai na visita dela pra Deus?"
Silêncio.
"Ei Paulo querido!" disse um senhor mais velho, com cerca de 30 anos pelas costas de Paulo. Ramy levanta os olhos e da de cara com o rosto de um Paulo mais velho. "Tudo bem aqui filhão?"
"Tudo pai." disse um Paulo já se levantando. "Esse é meu amigo, o Ramy."
"Ah, claro" disse um senhor Paulo mais velho todo sorrisos e carinhos já estendendo a mão para um Ramy estupefato com a grande semelhança desses dois parados na sua frente. "Sou o Martin, pai do Paulo. Vocês se conhecem a tempo?"
"Na verdade não pai," responde Paulo "mas ele é bem legal."
"Ah que bom. Você mora aqui por perto Ramy?" disse o sempre risonho Seu Martin.
"Moro sim, duas ruas descendo aqui ó." ele respondeu apontando para a direita.
Seu Martin, com uma grande ideia em mente, aproveita a oportunidade e pergunta:
"Que bom, a gente mora aqui na rua em frente, naquela casa azul, Ta vendo?"
"Aham."
"Quer ir la em casa amanhã tomar um chocolate quente comigo e com o Paulo? Vocês podem jogar bola depois. O que vocês dois acham?"
Um Paulo e Ramy se entreolharam, loucos e animados com a perspectiva de uma tarde muito divertida e respondem em uníssono:
"Sim. Com certeza."
E os três se desatam a rir inocentemente.
"Então," começa Ramy "vou para minha casa que minha mãe deve estar me esperando. Diz para a sua que ela tem um filho bem legal. Até amanhã então. Tchau."
E assim como surgiu, sumiu saltitando pela rua um Ramy todo animado e alegre, assoviando feito uma criança que vai visitar um grande amigo no próximo dia para tomar chocolate quente e jogar bola, deixando atras de si, um estupefato Seu Martin e seu um pouco mais animado filho, Paulo, que olha para o pai e sorrindo pergunta:
"O pai, a mamis já acordou?"
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
c'r cnist'r.. para ka.. abra sua mente..
Mia era uma mulher de 45 anos, casada e feliz em seu casamento. De cabelos morenos e curtos, corpo magro e atlético, olhos azuis que puxara do pai e um nariz pequeno e muito bem desenhado, parecia mais uma ex-modelo de renome internacional do que uma professora sem grandes créditos, mas muito competente.k
Saiu da cama e vestiu o par de pantufas que a esperava do lado direito da cama, o lado que ela dormia. Seu marido, o respeitável advogado Michel Bergson ainda dormia tranquilamente quando ela desceu para apanhar o jornal e preparar o café da manhã.
A tendência era de ela ter mais um dia normal e exaustivo atuando como professora de matemática aplicada para turmas de engenharia química do segundo, terceiro e quarto semestre na UFPR. O curso e os alunos a agradavam e não via problema em ter de virar noites, perder feriados e finais de semana para corrigir trabalhos e provas que não acabavam nunca. E foi pensando dessa maneira que ela desceu as escadas para recolher o jornal matinal que a esperava na porta, como todos os dias da semana.
Mas ela se enganara.
Ao buscar o jornal na porta da casa de dois andares e paredes brancas, parara no vão da porta, boquiaberta, sem respirar e sem conseguir se equilibrar. De repente sentiu suas pernas falharem e precisou se recostar no batente da porta grande de madeira, mogno. A manchete de primeira página a pegava completamente desprevenida.
Mas isso era passado. E ninguém de verdade se importava, já que dera certo.
Olhou no identificador de chamadas ainda sonolento e constou que quem estava lhe ligando a nada menos que 10:42 da madrugada era seu melhor amigo e inspetor Ramires.
"Ãh!"
"Paulo, sai da cama agora, estou te esperando no prédio que faz esquina com a estação Botuverá no Centro, aquele verde de dois andares."
Paulo achou que devia estar dormindo, pois essa informação não tinha como lhe passar despercebido.
"Ramy, posso saber o que fazes no apartamento do meu pai?"
De súbito entendeu o que poderia estar acontecendo.
"Ele foi assaltado Ramy? Ele está bem? Levaram muitas coisas? Poem ele na linha."
"Paulo. Desculpe."
Paulo ficou mudo e soube, com toda a certeza que só se tem por instinto, que jamais conversaria com seu pai. Tropeçou na caixa de pizza com meia pizza de calabresa fria, tombou sobre a mesinha de canto e se pôs a chorar no chão de sua sala
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
c'r cnist'r..
terça-feira, 25 de outubro de 2011
olhando ou girando? os dois?
sábado, 8 de outubro de 2011
e nessa noite..
aí é que a pessoa lembra..
vamos fazer assim,
eu jogo o seu jogo,
enquanto jogas tudo em mim..
a busca..
a busca de todos sempre é a mesma.
(tempo)
normalmente o aleatório ajuda..
(tempo)
a vantagem de escrever o que quiser
é que se escreve o que se quer.. sem mais..
não é bem falta de ter o que escrever..
nem é bem falta de ter o que escrever..
e também não é falta de ter o que escrever..
é o medo de escrever..
sabes quando seu refúgio,
aquele que server de refúgio..
não é mais seu refúgio?
aí é que você se lembra da sua promessa..
da sua promessa..
promessas..
(tempo)
aqueles pequenos textos..
aqueles pequenos com sentido..
as saudades..
e o medo de escrever..
o medo do público..
de machucar mais o público..
de ignorar e de ser o público..
quando publicamos o que o público diz e faz..
o medo das reações..
das reações que o assumir o medo das reações pode trazer..
e explicar as mesmas coisas..
todos os dias..
e das mesmas formas..
e esquecer as mesmas coisas..
as mesmas formas..
todos os dias..
e os segredos agora excluídos..
por que sim..
havia um segredo..
um de todos..
e para todos..
e de todos..
e a promessa..
que lixo de monte de e's..
ex's..
x's..
só queria esquecer..
só queria um iPod pequenininho,
minhas músicas,
e meu paraíso..
e esquecer que esqueci tudo..
e um jack..
daniels..
um monte de palavras sem sentido..
logo de alguém que ama o sentido das palavras..
eu queria te encontrar..
verdade que queria..
deixar você contar seus segredos..
responder suas perguntas..
deixar tudo voltar ao começo..
correr em círculos..
e deixar tudo escorregar para lá..
não que é para ser fácil..
é só mais uma parte sem solução..
sem sentido..
sem mais nada a dizer..
e bem que me disseram que quando não se tem nada a dizer, é melhor ficar quieto..
eu queria entender os números..
os dedos..
colocar as suposições de lado..
perguntar aos cientistas..
o que fala mais alto que meu coração..
ouvir os te amos..
sem levar a sério..
ou levando..
e correr em círculos..
círculos..
e ninguém me disse que seria fácil..
mas quanto mais me abro..
mais me fecho..
e mais choroso eu fico..
mesmo sendo impossível..
e vou voltando ao começo..
ao começo..
e nessa noite..
sábado, 17 de setembro de 2011
some things really helps.. to understand..
"May I read it?" she asked at last.
"No."
"Why not?"
"It's a draft and it doesn't make any sense yet. It's a pile of ideas and notes, loose fragments. Nothing readable. It would bore you."
"I'd still like to read it."
"Why?"
"Because you've written it. Pedro always says that the only way you can truly get to know an author is through the trail of ink he leaves behind him. The person you think you see is only an empty character. Truth is always hidden in fiction."
"He must have read that on a postcard."
"In fact he took it from one of your books. I know because I've read it too."
...
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Carlos Ruiz Zafón - The Angel's Game
sábado, 10 de setembro de 2011
but I remember..
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
está aí sua resposta..
quarta-feira, 13 de julho de 2011
sou criança, sou espião..
arranjei um emprego bacana mãe, além de ter uma guitarra elétrica agora sou espião e cheio de esquemas..
tudo começou em um sábado, sábado a noite.. na verdade, acho que foi durante uma semana qualquer da segunda série, mas se intensificou e extraí de mim a minha verdade nesse sábado.. comecei ligando os contatos, dois beats no telefone, três tecladas, e todo o esquema pode ser organizado, combinado, pensado e se pá nem pá, quero ver quem vai me parar..
conversa 1:
-- hey hey, tenho uma idéia bam bam bam, me segura que agente voa hoje que nem o peter pan..
-- qualé maluco, ta usando crack?
-- sabes que não, mas tenho uma missão..
-- bagulho é sério??
-- sérissímo..
-- ativar sistema antí-grampo??
-- demor-- o --
fim da transmissão..
a parada vai rolando como aguá.. pera ae, aguá rola?? ta, se liga.. era sábado, e o resto ainda não pode ser revelado.. tudo a seu tempo, a função é rápida, mas bem planejada..
domingo: sem atividade mencionável..
segunda: vamos direto para as conversas..
conversa 2:
-- hoje é o dia..
-- falasse com a "alice"?
-- claro, ela vai falar com a geral, muleques vão colar no ponto as 21:30..
-- ótimo.. falei com os dois lá tbm, um vai, o B claro..
-- hmmm.. ok.. ele dá conta do bolo, chapéu, e essas coisas??
-- sim sim sim, de boa..
-- ótemo, vamos pensar no alvo..
-- ligasse pra familia?
-- liguei, ta conosco..
-- vamos fazer assim, se ele fo-- pip -- poosss-- pip (ativado)
fim da transmissão..
terça: hoje é o dia..
mensagem do alvo: "te espero no bier"
ligação para contato:
-- o pássaro está na gaiola, me mandou sms, vamos mandar pelo modo B, repito, modo B..
-- ok, tudo certo então, o bolo é seu?
-- sim, pode dexa..
fim da transmissão..
18:40: ligação para o alvo:
-- alo??
-- opa fala..
-- bicho, vo trampa até mais tarde, falei com o chris, ele vai se encontrar com vc aí daqui a pouco, vcs me esperam aí..
-- ok..
-- vlw..
fim da transmissão..
18:42: to saindo, todo de preto, moquiado, com o cartaz, e pronto pra função.. duas pescoçadas me revelam que o alvo não está a vista.. bora nóis.. passo apressado, é muita coisa, pra pouco agente, e a parada tem que dar certo.. que a força esteja com você chris.. tens que segurar o alvo.. muito tempo.. quero só ver..
19:10: parada para compras..
19:12: parada para confirmações..
19:30: parada para arrumar as paradas.. encher balões, amarrá-los, arrumar os chapéuzinhos, pendurar o cartaz..
19:44: correr pra comprar fita-adesiva.. que que raios isso tinha que acabar??
19:48: continuar a colar, prender, e tudo isso..
20:02: tudo pronto, até botei as velas..
só esperar, 21:30, chega a piazada e os muleques.. 22:00 o alvo com o chris.. ta de boa..
20:32: alvo diz: MEU DEUSS PIAA!!
ta, ele não era pra estar aqui agora..
meu pião gira gira sem parar, e enquanto ele girar minha idéia continuará..
terça-feira, 12 de julho de 2011
awake..
dá pra parar?? não aguento esperar passar o dia pra te ver enquanto eu dormir e sonhar..
sábado, 9 de julho de 2011
pyro..
2: foi..
1: meu deus brother, podiamos ser irmãos..
--tragada--
2: nós somos..
--mordida--
1: ah, somos??
--baforada--
2: claro, só precisamos acabar comum litro de sky vodka pra selar a união..
1: faz muito sentido..
2: sim, eu sei..
--mordidas--
1: aqui é aquele momento em que nós como homens, vimos as estrelas..
2: HA! bem dessa..
1 e 2: ELE TA CABRERO COM O QUE FALEI!!
1 e 2: --risadas--
2: brother, obrigado por hoje..
1: sou muito legal né não?
2: sim cara, és muito muito legal..
--tragadas e baforadas--
1: vou bater uma foto e dizer que sou muito legal..
2: tens esse direito --risadas--
--fim da pizza a 10 mins--
1: e que que era nosso nipe andando na frente do shoops?
2: siiiiiim cara, mulecada que morra de inveja..
1: bem que falasse, chegar na escola numa pira dessas..
2: vida de skate..
1: vida de rockeiro..
2: você não é roqueiro..
1: aaa, mas eu tento..
2: você é o alex..
1: queria ser rockeiro..
2: acho que querias ser o alex..
1: até que eu ia ficar bem com maquiagem e um cílio postiço.. ta, não ia não..
2: não..
--risadas--
1: querm qeu teve esa idéia divina de comer pizza?
2: foi você..
1: nossa, como sou legal..
2: mas eu falei do vinho..
1: nossa, sou bem mais legal que você, viu?
2: HÁ! nem acho..
1: ta, não sou tão mais legal que você, só um pouco mais legal..
2: olha..
--risadas--
1: desde ontem tivemos assuntos e ainda temos..
2: pois é..
1: podia ficar aqui até sei lá quando..
--podia mesmo--
1: vamo dale então?
2: na pista agora?
1: demoro..
2: bora então..
1: HÁ! adoro essa parada..
faz muito sentido..
quinta-feira, 2 de junho de 2011
I have a dream.. pt 3 - cont..
*-- Playing: Intro (É necessário voltar ao começo) - E.M.I.C.I.D.A --*
Hoje nós e você, somos a multidão. Até o Agente-Vem-Pro-Retiro-Se-Santifica vai nessa história de formatura. Nem eu to acreditando. O pai sabe que vou pra uma formatura, as 22:30, sabe que não sei quando vou voltar, E LIBERO O CARRO! É geral hoje então.
Minha casa vazia, meu coração na correria e ainda é só 20:30. Lembra que eu já expliquei a história do tempo e do horário né? As vezes ela não funciona. Tomei dois banhos, jantei duas vezes, me arrumei duas vezes e são 20:45. Só posso pegar o Agente-Vem-Pro-Retiro-Se-Santifica as 22:00, e ir pra casa do Juan (acho que é esse o nome dele, mas se não for, deve ser algum outro) as 22:30. Como que se faz o tempo passar daí? A maior ironia é que outro dia vou querer que o tempo volte e ele não vai voltar que eu sei. Ou podia pelo menos recuperar as coisas, ou equilibrar. Acho mesmo que as vezes tiram a pilha da porcaria do relógio do Senhor do Tempo, e as vezes botam uma bateria Super-Fodona pra compensar, por que cara (expressão feia, eu sei) essas coisas não ajudam nada.
O visual é o seguinte: terno skinny preto, camisa social branca, gravata preta, calça social skinny preta, e sapato de bico preto. E claro, o alargador também é preto. Aí a droga do vizinho olha pra você e diz: "que bonitinho, ta parecendo um garçon", e você mata ele com dois tiros na cabeça e explode a casa dele só por diverção. Pelo menos é assim que as coisas deviam ser. Mas agente sabe que não são. Pelo menos pra mim. A vida nunca é como deveria ser para mim. E isso as vezes é legal, as vezes é muito legal e as vezes eu só rio para parecer legal. É. É um saco.
Entro no carro, ligo meu celular no som e torço pra que o aleatório das minhas 1237 músicas funcionem perfeitamente e plausivelmente de acordo com o padrão.
*-- Playlist: Feel - Stereophonics *--
E acendo um cigarro. Malboro Red. Pra começar bem a noite. Esse negócio de cigarros é tenso, não achas? Por exemplo, todo mundo que não é a favor do cigarro é contra ou não tem posição definida. Meus pais, avós, e todo o contexto familiar é contra. Minha chefe e alguns amigos são a favor. Eu? Não tenho posição definida. Vale esclarecer que fumo apenas quando tenho 100% de certeza que não estou sendo visto, o que prova que não é pelos outros, ou é isso que eu espero que você entenda.
E esse cara do Stereophonics deve fumar muito.
Ligo o carro, deixo a música soar, acabo meu cigarro e vou me indo-me. Não fumo dirigindo, isso possibilitaria que alguém me visse, e gosto muito do Agente-Vem-Pro-Retiro-Pra-Se-Santificar, e ele é contra o cigarro.
*-- Playlist: Quando as crianças fazem uau! - Povia --*
Adoro esse cara. Adoro a família dele. Adoro tudo muito tudo isso. E sei que é muito estranho um fumante ouvir Quando as crianças fazem uau!. Mas se ajudar, não sou fumante e não pretendo ser. É que aquela música inspira isso, sabe? Essas coisas de inspirações. Na verdade, neste momento, estou tentando te confundir, e geralmente quando faço isso, é por que quero que você fique confuso.
Só para você não achar que essa história é sem nexo, confusa, ou que eu sou gay, vou adiantar que teremos pelo menos duas meninas nela. Isso é tão clichê, né não? Vejamos, filmes de terror com homens tem mulheres, filmes de romance também, de aventuras tem mulheres, de perseguição policial também, e isso tudo também conta para livros. Até Janne Austen poem mulheres nas histórias. Como personagens principais eu sei. Enfim, aqui não será tão diferente assim. Afinal, continuam dizendo que eu sou louco e talvez isso ajude a apaziguar as coisas.
- Hey You!
- Yoooouuu Maaaann!
Eu sempre tento parecer galã, mas esse cara, esse pirralho, esse meu herói, ele consegue tudo o que eu não consigo. Meu Deus. O cara tá com o cabelo despentiado, um blazer de magnata indescritívelmente lindo, uma camisa com listras horizontais irregulares em preto e cinza com a droga de um bolsinho, uma calça jeans e um tênis. E aposto 5 pratas que se um de nós fosse para uma noite de gala seria ele.
- Meu Deus meu lindo - e ainda não quero parecer gay né - como você está?
- Muito bem irmão, obrigado - e ele mandou junto com isso aquela piscadinha.
- Bóra nóis?
- Demorou.
Foi bem aí que apareceu o lindo do pai dele:
- Cuida bem do Arthur, ouviu bem Dani?
Aé né, esse costuma ser o nome dele.
- Chá-com-eu senhor. - Todos gostam de ser chamados de Senhor de vez em quando. Fato.
Vamos nós.
*-- Playlist: Back in Black - AC/DC
quarta-feira, 25 de maio de 2011
saudades dos títulos em inglês..
as vezes acho que textos deveriam ser maiores..
as vezes tenho certeza que não..
____________________________
hoje não sei..
our lips are sealed..
acordar no horário e ir tomar um belo banho com tudo que há de direito e até abusando, afinal, a causa é boa, justa e linda. despentiar o cabelo até chegar naquele toque juvenil de jovem glamuroso. perfume da estação, com gotas de verde e limão. calça jeans de alta costura, preta, camiseta basica, branca, acompanhada pela camisa xadrez azul e vermelha, com detalhes amarelos e brancos. tennis DC preto, afinal, ainda é jovem.
café da manhã rapidamente preparado, café passado, açúcar, grill ligado e música tocando. tudo é lindo, programado e divertido. é o dia.
olhar no espelho e se aprovar. coisa difícil hoje em dia.
sair de casa e saber que mesmo assim, ela não irá..
____________________________
versão nouvelle vague, por favor..
segunda-feira, 23 de maio de 2011
nara leão: o negócio é amar..
mais vejo que é tudo por amor..
______________
(ou pela falta dele)
paro..
e olho, sem nada ver..
o caos, as guerras, as desculpas..
os que dizem que se amam, se matam e se afundam..
pássaros sem lar, reprises da escória..
safados renegados lutando ao lado de moços honrados..
chás-das-três com palavras trocadas..
conversas sobre rostos anônimos,
meias verdades relatadas..
o falso e antipático "oi tudo bem",
e o sincero "tudo e com você meu bem"..
as fugas nas madrugas..
dizem que é pra se esconder do ser,
digo que é pra evitar vocês..
o que dizer dos que não brincam?
das crianças sem lar que jazem em ruas, dormindo?
do mocinho e do bandido..
da bela e da féra..
da desumanização que corrompe os bons?
se isso tudo for revolta,
que revolta seja..
se for tristeza ou repugnância,
bem, que assim seja..
onde achamos um mundo que não se destrói?
como tornar o amor, a fe e a esperança maiores?
pra onde se esquivar?
queria entender, para poder explicar..
que o bom seria esquecer o dinheiro,
esquecer de si mesmo..
por que a única coisa que até hoje esquecemos,
é que somos iguais a nada..
frutos do pó, destruindo pó em frutos..
melhor ser cego?
melhor ser surdo?
melhor é matar um terrorista?
melhor é aniquilar um país?
mais que eu?
mais que você?
quem diz o que quer?
deixe-me dizer, que prefiro brincar de carrinho..
prefiro caminhar sorrindo..
correr sem estar fugindo..
brincando de ser gente,
gente diferente..
se sinto saudades de um mundo de paz,
se sonho mais do que o meu sonho me traz..
se a inspiração está na matança,
então vê se me mate, ó vil esperança..
ja não posso mais viver me chapando,
pra esquecer toda essa ganância..
domingo, 22 de maio de 2011
me amar vs te amar (provisório, como tudo em mim)
aprendi, o modo mais doce de viver aqui..
é te amar, fa la la la..
e me perder, em teus braços ao me abraçar..
não quero mais viver aqui, depois que me convidasses pra dançar..
não tenho mais poemas para recitar,
vê se para de me provocar..
só por que, me conheces mais do que eu..
sabes tudo sobre mim..
sabes me agradar, enfim..
sabes como, me amar, fa la la la..
e me prender, em teus braços ao me abraçar..
posso fazer parte desse time?
cante..
dance..
corra..
se espante..
viva o segundo lugar mais bonito que o primeiro.. (se me entendem)..
segunda-feira, 9 de maio de 2011
não necessariamente eu.. nem de mim, dicerto..
eu quero, neste exato momento, ter um daqueles surtos neuróticos e intensos em que o cidadão pode gritar, rugir e falar pra todo mundo ouvir: " CAARAALHOOO!! vão tudo se fuder!!"..
--- texto --- lembrança também ---
- quero escrever algo..
- então escreva..
- não sei o que..
- escreve aí.. eu..
- eu..
- vou..
- vou..
- pronto, agora é só continuar..
- oO..
- que foi?
- nada..
- que que cê escreveu?
- lê..
- eu vou mandar você se fuder..
- (6)..
- qui bom..
- vai se fuder..
- acho que ja esperava por isso..
- acho bom mesmo..
- te amo..
- também..
- então porque raios fugiu de mim?
- não sei..
- vai VOCÊ se fuder..
- estava com saudades..
- também..
- porque não ligou?
- liguei, você que não atendeu..
- quero mais que se dane meu deus..
- nunca vou me acostumar assim..
- então me abraça..
- não posso..
- caralho! quando agente vai dar certo?
- quando falares comigo..
- eu ESTOU falando..
- isso agora, não tens outra opção..
- tenho..
- e qual é?
- ir embora..
- então vá..
- não consigo..
- eu sei..
- convencido..
- é que também não consigo..
- chato..
- também sei disso..
- idiota..
- disso também..
- tanso..
- se me xingar de novo, juro que te beijo..
- filho da puta, desgraçado, estúpido, insensível, imoral, chato, idiota, babaca, tan..
-..
- tanso..
- .. eu avisei..
- vai se fud..
-.. não vai parar?
- não enquanto me beijar seu filho da ..
-..
-..
-..
-..
quinta-feira, 5 de maio de 2011
perdido no tempo..
(quem sabe se nossos olhares não se cruzam?!)
tudo e nada..
e sob todos os olhares,
sob todas as tensões..
lhe entregaram um violão
e uma obrigação..
e sua voz fluiu sem vida,
seus olhos, sem expressão..
suas palavras eram vazias,
enquanto o amor desaparecida de sua canção..
domingo, 24 de abril de 2011
eu sou alheio..
quero minha moto nova.
quero sair do meu emprego..
quero cultivar minhas flores..
bater fotos..
criar e inaugurar meu black-room..
andar de moto..
brother diz:
tu ta falando sério ou é uma filosofia?
kkk
john diz:
falar com uma mina que presta e me atraia..
e que more perto de mim..
tipo..
na mesma cidade..
e trabalhar com música..
e escrever o músical de natal..
e virar um bom tecladista..
vender minha guitarra..
ir para a droga do canada que só é em agosto..
e voltar..
e começar tudo de novo..
e de novo..
e não é filosofia..
é verdade..
cravo, canela, frutas silvestres..
HA! como se meu "querido john" tivesse tempo na vida pra isso.. essa música do racionais é muito boa, mas não serve pra quem não ta na prisão.. e ele não está.. eu acho.. tá, talvez nas dele mesmo.. essas que ele faz pra se prender.. essas prisões na cabeça.. é, nessas ele deve estar..
mas ele até que faz um tempo pra ele.. caminha na noite fria.. capuz na cabeça.. adora casacos com capuz.. cigarro de cravo na mão.. aqueles que devem ser tailândeses.. fumaça.. vento.. bala de canela na boca.. fumaça na boca.. fumaça no pulmão.. tonturinha básica na cabeça.. canela no nariz.. fumaça saindo pelo nariz.. cravo no céu.. cravo no ar.. e chá de frutas silvestres.. e fumaça na garrafa.. cravo na garrafa.. frutas silvestres na boca.. canela no nariz.. frutas silvestres no estômago e no nariz.. canela no estômago.. cravo na boca..
e assim se vai..
é só pelos aromas.. pelos gostos.. os amargos, os doces, os azedos..
só por nada..
por viver..
domingo, 17 de abril de 2011
(this is not a love song)
talvez para esclarecimento.. talvez para não soar assim rude.. talvez por mim.. mas acho que chegou a hora de uma explicação mais aberta e transparente..
eu corri de sua casa até a moto, investi tempo (cada minuto que passas com alguém é um minuto que das para ela - idéia roubada..), fiquei com uma bolha no pé que estourou antes de subir na moto.. e teve a uma hora de atrasado.. e quer saber?? gostei muito demais.. mas fiquei me perguntando.. faltou o beijo?
aqui vem a verdade sobre as ideias de alguém.. sei que se faltou a culpa foi minha, mas, talvez eu deva dizer que supervalorizo esse tipo de ato.. pois, pra mim, não deve ser nada mais do que um selo de ligação eterna.. daquelas eternas, que são para todo o sempre.. não acho que seja demais desejar algo assim.. e não vejo outro motivo para tal..
talvez eu seja mesmo diferente..
(continua amanhã, muito sono..)
sexta-feira, 15 de abril de 2011
moleskine alheio..
..pra que raios não desenhar nada?
onde fica a sensação de vazio?
pra onde mesmo é para pairar a beleza da página branca?
será que não somos muito rápidos para encher tudo com "nós" mesmos?
e a simplicidade, onde fica?
e o que se faz com a frustração que se tem pós-rabiscos mau feitos?
e a inspiração?
como faz para fazer um texto, desenho, música e sentir..
sentir aquela idéia..
aquele "cheior"..
o bem estar de fazer o que era pra fazer..
bem diferente desses traços sem sentido..
quinta-feira, 14 de abril de 2011
jamais, nunca mais assim..
ok..
repassando o dia..
porque é que levei tanto cala boca hoje mesmo??
fala sério.. não lembro quando ouvi tantas vezes essa expressão voltada diretamente a minha querida pessoa.. que foi que eu fiz? olha, pelo que me lembro, tentei ser bacana no msn (mesmo não me dando tão bem com essas coisas de tecnologia, como bem sabemos), e tentei não ser rude, e me interessar.. afinal, onde foi que ficou a falha?
mas tudo bem.. acho que da pra se adaptar né.. alias, meu querido diários.. ela disse que tens conteúdo.. conteúdo.. interessante né? eu gostei, achei que combina com você.. mesmo estando tão desatualizado, né! mas é só uma fase.. hahaha.. (tomara)..
aaa.. ja sabes que não és mesmo um diário e que aqui se encontra um relato de um dia.. estranho né?? soa muito como sendo a mesma coisa.. sabias que ela ficou com um deseinho besta que fiz?? não sei ao certo o que isso quer dizer.. sei que gosto de não saber, gosto desse tal mistério.. é, bacana..
estranho..
ta tudo muito estranho..
essa história escrita está muito incoerente..
palavra que não farei mais da diários um diário..
mas esse fica..
lembrança né?
reescreverei mais além..
Nota Mental: transpor, transpassar..
segunda-feira, 21 de março de 2011
dias, corridas, corredoras..
--* histórias de corredor né, não muda muito das dos pescadores.. eu acho *--
... 1.100,00 ... agora que começa mesmo.. 1.200,00..
... 2.200,00 ... e lá vamos nozes.. 2.300,00..
... 3.400,00 ... QUASE chegando.. só mais um pouquinho.. só mais.. só mais.. só maaaaiiii.. sóóóó mmm.. noooossaaaaa.. - bate nas exclamações, espanqueas - uuuaauu.. três e quanto mesmo?? não, eram dois né? olha ali o ritmo nego.. suave.. simples.. cheguei já? já? mas tinha que chegar logo agora? como se comemora assim?
dia 9 - quarta: três quilometros né? OLHA ALI!
traje bem semelhante ao da segunda.. shorts de corrida, regata cinza, nike branco.. perfeitamente fantástico.. ritmo normal, grandes distâncias.. e esse tal sorriso.. esse tal olhar, tonto de emoção.. mil venturas previ.. poema divino, cheio de esplendor.. até acho que começarei a correr aqui mais vezes.. se for para analisá-la.. té que rende..
dia 14 - segunda: 3,500 hoje mole mole então.. e lá está ela.. pera aí.. SÃO DUAS?
fascinação.. ambos shorts de corrida pretos.. ambos nikes brancos.. regata cinza e azul escura.. ambos sorrisos estonteantes.. conversas paralelas.. ta bom.. assim não da para mim correr.. não dá.. é fascinação.. tanta beleza e suavidade em duas iguarias.. iguarias?? não dá para classificar essas irmãs assim.. não rola não.. vamos correr.. elas se foram..
dia 15 - terça: choop, conversas.. e ELAS?
- quando vais coversar com elas então?
- nunca!
- que?!
- nunca.. não vou..
- porque não ué?
- por que não..
- não entendo..
- olha.. enquanto eu não travar nada mais que um olhar com elas.. tudo estará certo..
- ...
- olha nego, ninguém pode me garantir que tudo que eu vejo não é mais que simplesmente uma imagem idealizada de duas irmãs corredoras.. elas são perfeitas assim.. correm, riem, e em suas formas lindas trasnformam esse lugar em uma espécie de oasis.. um refúgio.. mas e se eu for conversar com elas e descobrir que não são o que imagino? e se não forem cultas como imagino? se não forem dignas de respeito? se forem apenas como todas as outras? tudo o que criei se desmonara sem dó nem piedade.. mas enquanto eu permanecer apenas como observador, não haverá nenhum problema com nada.. tudo sempre pode estar certo, se eu quiser.. é isso..
- hmmm.. entendi..
- haha, que bom..
- e elas também são um pouco pretinhas.. devem ser funkeiras..
- HAHAHA!! TU não presta..
- qualé?! olha por você mesmo..
- tenho olhado.. mas não precisas desmontar minhas visões..
- não desmontei nada.. ainda não..
- ei eii.. EI!! aonde vais?
- te apresentar pra elas?!
- QUE?
- te apresentar pra elas ué.. ficou surdo agora?
- CALA BOCA! VOLTE AQUI!
- ja venho..
...
- segunda que vem..
- que?
- segunda que vem..
- que que tem segunda que vem?
- elas virão de novo..
- e dai?
- elas não vão correr..
- e dai?
- elas querem conversar com você..
- e da.. QUE?
- la vem suas manias de ser surdo.. tenho mesmo que repetir tudo o que eu digo?
- ai meu deus.. que é que eu farei agora?
- converse com elas na segunda..
- aaa..
- que foi?
- aaa..
- que foi?
- elas estão indo embora..
- e?
- acenaram pra mim..
- não devia ter falado nada.. agora quem é que segura essa paixão?
- aaa..
- sou muito tanso mesmo..
- aaa..
- quiz te ferrar e me ferrei.. que normal..
- aaa..
- ...
- aaa..
- dorgas..
dia 16 - quarta: não vou correr hoje.. só vou olhar..
...
dia 21 - ... (assim se começa uma história?)
terça-feira, 8 de março de 2011
aleatoriedade..
indiscutível sensação de bem estar.
o carro anda a 35 km/h podendo correr livre por todos os caminhos.
não há mais ninguém que veja tudo o que se passa.
está tocando the cure.
havia a pouco uma pesada chuva, mas, agora só há reflexos no asfalto.
poder olhar as luzes. luzes na cidade, luzes nas casas, luzes nos céus.
pensar onde deve ter parado as luzes das pessoas.
sentir a brisa.
sentir a umidade.
a liberdade?!
não existe contramão.
não existe mão nem direção.
o que há pela frente e o que foi deixado é tudo o que há.
sentir pela discussão que houve com seus amigos.
se possível, chorar por eles.
respirar, esse é um ponto semi-importante.
ter a certeza que não é você que pode te ajudar.
pensar na carta que iras escrever.
pensar no endereço.
pensar além do endereço.
sonhar acordado.
ver no assento ao seu lado a única pessoa que queres ver.
sentir sangrar o peito.
sentir saber o corpo.
estar ali.
sozinho.
fingindo não estar sendo corroído.
fingir a exaltação da naturalidade da noite em meio ao sol nascente.
saber sabedorias por pensar, fingir, sentir.
aumentar o volume.
não enlouquecer.
sobreviver a todos.
vencer as batalhas.
pensamento começando a se concentrar novamente no presente.
indiscutível sensação de bem estar.
fingir, sentir, amar fingir que não está sendo corroído pela saudade.
saudade.
quantas mil idéias já lhe deram essa palavra.
só mais duas curvas.
tudo sempre fica bem.
menos o que chegou no lugar certo, na hora certa, com o coraçao errado.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
I have a dream.. pt 3
Ainda não começou a faculade, sabe. Alias, acho mesmo que isso me torna um tanto menos inútil, digo, fazer faculade. Não que eu realmente pense isso como todos os outros, ou a grande maioria pelo menos. Não estou lá pelo canudinho que ela pode me oferecer, estou lá pelo aprendizado. Também é por esse motivo que durmo tanto nas aulas, não dou a mínima pra algumas coisas.
Aí você pode vir a mim e perguntar: então por que fazes essas matérias? e terei que responder: simples, tenho pais. Eles são dos que gostam de canudinhos. Eu também gosto, dos de maionese com azeitonas e a casquinha não muito crocante.
Ok, sei que existem verdades que atraem e as que não damos a mínima. Essa que se passou com toda a certeza faz parte do segundo grupo. Ninguém se importa.
Mas a música conta outra história. E é essa que iremos seguir.
Sem faculdade e em um fim de ano onde seus melhores amigos são mais novos que você significa uma grande coisa: festa de formatura.
--* essas são as melhores.. *--
Infelizmente, as vezes abrimos mão de coisas que nos caracterizam simplesmente por falta de tempo, por medo ou qualquer outra asneira. No meu caso, é o primeiro tópico. Sabe, hoje vejo o que passou e tenho plena certeza de que deveria ter ido naquele tal estúdio de tatuagem. Porquê? Só por que ainda não tenho tatuagem nenhuma. Mas lá vou eu direto para casa.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
arrogância ou presunção?
chame do que quiser, o que meus olhos viram não passou de uma grande idiotices..
ele estava apenas parado e você o viu. viu quando seus olhos alcançaram os dele. viu que ele apenas queria seu olhar. viu que estavas caminhando em direção a ele.
como podes? usar-se e apoderar-se das benevolências da indiferença e da frieza para tentar fugir daquele que lhe quer bem. francamente, é covardia..
o olhar do gracioso menino seguiu seus passos por todo o tempo em que passasse por ele e continuou a acompanha-la por todo o trajeto, até perder a senhorita de vista. e a custo de que?
cresça moça..
cresça..
domingo, 13 de fevereiro de 2011
the furious longing of god
levanta-te, minha amada,
formosa minha, vem a mim!
vê o inverno: já passou!
olha a chuva: já se foi!
as flores florescem na terra,
o tempo da poda vem vindo,
e o canto da rola
está-se ouvindo em nosso campo.
despontam figos na figueira
e a vinha florida
exala perfume.
levanta, minha amada,
formosa minha, vem a mim!
Cântico dos Cânticos 2:10-13
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
need it..
Escrever se tornou tudo o que tenho, tudo o que eu sou, me tornou melhor, me aproximou das madrugadas, da cafeína e do amor.
Não posso, não consigo e não quero mais viver longe de você diários, meu precioso ponto de encontro comigo mesmo.
I need you so much closer..

