sábado, 17 de setembro de 2011

some things really helps.. to understand..

...
   "May I read it?" she asked at last.
   "No."
   "Why not?"
   "It's a draft and it doesn't make any sense yet. It's a pile of ideas and notes, loose fragments. Nothing readable. It would bore you."
   "I'd still like to read it."
   "Why?"
   "Because you've written it. Pedro always says that the only way you can truly get to know an author is through the trail of ink he leaves behind him. The person you think you see is only an empty character. Truth is always hidden in fiction."
   "He must have read that on a postcard."
   "In fact he took it from one of your books. I know because I've read it too."
...

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Carlos Ruiz Zafón - The Angel's Game


sábado, 10 de setembro de 2011

but I remember..

- Olá.. - eu disse meio acanhado, com medo, com receio.
- *Nome*? - ela responde, com os olhos brilhantes, cheia de esperança.
- Sim, sou eu. Voltei.
E então, já sem conseguir se aguentar, ela começa a correr com os braços abertos, sorriso no rosto, lágrima nos olhos. Os cabelos esvoaçando ao vento, balançando, com as pontas brilhando e refletindo à luz do sol. A expressão mais sincera do universo.
- *Nome*! *Nome*! Eu sabia que irias voltar. Eu sabia. Eu sabia - ela cantarola enquanto se atira sobre mim e juro que ela quer fazer parte de mim ao ver a força com que me abraça - Eu sabia!
- E eu sabia que me esperarias. - comecei - Me perdoe, me perdoe por favor.
- Está tudo bem, você voltou.
- Me perdoe. - pode parecer patético, mas é a única coisa que consigo dizer. É difícil ter que sair e querer ficar.
- Tudo bem. Tudo bem. Não se preocupe com isso agora. Tudo bem.
E calos do seu corpo é tão bom. Tão prazeroso. Como mesmo suportei todos esses 25 anos sem ela? Como sou estúpido.
- Jamais deveria ter ido embora. Jamais. Me perdoe - repeti.
Ela me aperta mais forte.
- Tudo bem, sério. - ela diz com o rosto colado ao meu.
E senti suas lágrimas também.
- Venha *Nome*. Venha comigo para sua casa. Ela não é a mesma sem você.

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Que lixo de ideia. Não nasci pra isso. Jamais vai acontecer. Sonho é sonho. Fim. Não quero tentar.

- Aonde vais? - ela começou.
- Embora.
- NÃO!
- Desculpe.
- Não não não.
- Desculpe.
- Não, acabasse de chegar, vem pra dentro, vem.
- Não vou cair na sua armadilha.
- PARA! PARA! - ela grata comigo.
- Desculpe - falo atravessado me virando.
E então sua voz, e sua força acabou.
- não, não.. pare..
- desculpe - eu disse me afastando.. ouvindo ela resmungando..
- não, não.. pare..

Que lixo de ideia. Não nasci pra isso. Jamais vai acontecer. Sonho é sonho. Fim. Não quero tentar.
Não quero tentar.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

está aí sua resposta..


Então, queres me acompanhar nessa dança?

Preciso ser sincero comigo. Preciso ser sincero comigo. A única certeza que posso ter é que o melhor é continuar sozinho. Como posso querer compartilhar minhas maldições? Minhas incertezas? Vivo cada dia pronto para parar ante cada ponto, antes de ver as portas, sem querer ver as oportunidades. Sei que podes pensar que é besteira, mas não podes querer segurar minha mão. Seria injusto.

Contraditório sempre fui, mas sincero também. Pode bem ser que minha idéia mude cerca de três vezes por minuto, mas não é indecisão. É aptidão. Talvez até, posso dizer, pré-disposição. Como posso explicar o medo que sinto ao conhecer as pérolas que são vocês? Seria demais esperar que vocês não esperassem nada de mim? Seria errado esperar que vocês não me entendessem?

Sem querer achar um padrão, ele costuma continuar aparecendo. Isso é pior. A falta de lágrimas, a falta de contato, o sumisso repentino que me assola e todas as outras simples aparições. Como as 5 linhas ou mais. Como o final que tende a ser igual. Como o som da mesma música repercurtindo dentro do mesmo quarto. E isso faz com que eu saiba o que está para acontecer. Não é dom. Ta mais pra maldição.

Posso mudar sua mente? Podes pensar direito por favor? Só uma vezinha que fosse queria que você acreditasse em mim. Le-se essas palavras como a mais sincera das verdades que pode ser dita. Entendesse que é sim para você. Entender que não posso viver com você. Entender que não posso viver com ninguém. Entender que nasci para ser assim, vazio. Por mais que eu busque me completar, não há nada que possa ser feito para mudar isso. Não quero mais saber de par. Não quero mais saber de felicidade. Quero me trancar e me esconder. Quero que ninguém mais veja minha face, pois está coberta de vergonha.

Não sou capaz de fazer diferença. Não sou capaz de sarar os outros. Nem para ouvir sou bom. Nem para falar.

E me lanço ati, escuridão. Abraça-me mais forte que todos. Tudo que tenho, lança aos teus pés.

Não quero piedade. Não quero que se lembrem. Mas me lembrarei de todos meus momentos. Todos fizeram eu chegar ao que sou, ao que me tornei, a essa, coisa.

Não olhe. Não veja.

Não mereço, não quero e não vou tolerar atenção. É mais provavel que te rasgue alguns membros fora. Mais provavel que quebre alguns dentes. Que entre em brigas, em discussões. Essas coisas sempre fizeram parte da minha natureza. E é assim que deve ser.

Se eu puder te desejar qualquer coisa, seria felicidade, amor, fé e muitas outras coisas. Saúde e sucesso, com certeza. Um belo par de olhos e um sorriso bobo e fácil. Como o meu. Infelizmente. Sugeriria que seguisse com seus amores. Com seus irmãos. As vezes não temos exatamente aquilo que queremos. As vezes precisamos apenas confiar. Saber o por que estamos aqui. Saber aonde isso deve nos levar. Entender que abrir mão é mais difícil e mais poderoso que segurar pra si. Será que um dia me perdoarás?

Trate isso como um ensaio, se preferir. Mas não pense que exagerei ou que não direi. Sou apenas escravo do tempo e do destino. Enquanto olho as belezas passando ao meu redor, busco entender o que eu faço por aqui. E nada me aparece além de dores e lágrimas. Mesmo que por um momento eu te faça sorrir, com certeza no outro te farei chorar. Desculpas pré-meditadas? Isso existe também?

Chuvas. Chuvas de amores. Lave-me e leve-me. Já não posso mais suportar. Quero me render, me entregar. Sozinho e pra sempre. Não exite. Deixe-me entrar. Deixe-me entrar para esse reino de chuva de amores.

Preciso sentir novos cheiros. Preciso sentir novos toques. Menos suaves. Menos intensos. Esse mundo é demais para mim. Apesar de eu estar aqui. Será que não se enganasse? Será que não me trocasse?

Ah Deus. Sou um monstro.

Como eu sempre soube que fui, sou e serei.

Dez com dez, três com três. Principes com princesas, ogros sozinhos. É minha vida. São minhas escolhas. Sou eu tentando me revelar. Se não consigo mais entrar em minha verdadeira forma, que eu narrea para o mundo. Que as pessoas vejam nas palavras a verdade. Que sintam medo. Que sintam ódio. Que se afastem.

É o mais certo a fazer.

Eu vou cantar. Eu vou dançar. Eu vou saborear meus momentos. Por favor, não se preocupe comigo. Só tenho a certeza de que não sou digno de estar com você.

Vou seguir o caminho, a verdade e a vida. Atravessar a escuridão para sua maravilhosa luz. Mas ainda tenho a escuridão. E sei quem intercede por mim. Não estou te negligenciando. Já falei isso. Pense como uma paisagem de neve em um inverno frio e miserável. E tem neve, a branca neve. Pense com carinho no que podes passar agora. Pense na neve. Você sabe o que acontece quando a neve derrete?

Se me amas, me deixe ir.

Ir para mais longe. É necessário. É necessário.

Não estou conseguindo mais achar bons exemplos. Não consigo mais me inspirar tão fácil. Não consigo mais usar as paisagens, nem as histórias, muito menos os filmes. Muito menos os filmes. Neles até os monstros são amados. São mais completos.

Não me sinto como uma metade. Na verdade, não me sinto nem como um terço. Sou mais apenas como uma casca. Uma mascára. Um imenso vazio. Um buraco. Possívelmente o vácuo. Nem um submarino que desaparece por um bom tempo não se compara a mim. Ele é mais intenso e mais completo. É melhor você lembrar dele do que de mim. Não se esqueça disso, se esqueça de mim.

Quem já perdeu um sonho aqui?

Você sabe o que acontece quando a neve derrete?

Parece que vai ser sempre assim.

Você sabe o que acontece quando a neve derrete?

Eu preciso de um tempo. Preciso ter um tempo para que tenhas tempo de mim. Só um tanto de tempo. É tudo de que preciso, um tanto de tempo. Vou estar te vijiando, te guardando. Na medida do possível. O que quer dizer que o máximo que posso fazer não é nada comparado ao que esperas. Te deixarei na mão com essa promessa. E com todas as outras. Eu sei disso. Você precisa acreditar nisso. Acreditar.

Acreditar. Como se acreditar fosse um estágio para mudar. Cansei de acreditar. O que fiz, o que tranquei, não tem volta. Não preciso acreditar que estarás comigo. Não estarás. Não permitirei. Não preciso. Acreditar. E que diferença isso faz? Eu juro, me esforço sempre para o certo. Quem disse que isso muda algo? Nunca mudou e nunca vai mudar. O filhote de gente ali do lado vai se dar melhor. A gente pode ver isso no olhar. E que olhar eu carrego? Rejeição? Auto-Rejeição? Tristeza eterna? Será que podes ver através das minhas sete máscaras? De todas essas barreiras que eu criei?

Lembre-se que selei com o mais eterno dos selos. Minha dança é solitário e coordenada. Dança que vissa a destruição. Violenta. Sangrenta. Manhosa. Dengosa. Banhada com suor ressecado ao sol. Escorrida e encoberta com o mel que destilou da lua. Sinistro. Amedrontado. A natureza me ajudou a me prender. Eu pedi por isso, eu implorei por isso. Já magoei mais que amei, não precisava continuar com o mesmo. O sorriso e os olhares não são nada além de ilusão.

Sai, eu já não te quero mais. Sai por que eu descobri que posso viver sem ti, que posso viver em paz. Paz. Acredito que só a terei quando voltar a derramar o que se secou. Aquela preciosidade que escorre e molha o rosto. Que tinge as sardas. Que encobre e revela. Hoje vivo muito bem sem tua boca. Sozinho não compartilho mais essas dor.

Santo veneno voraz. Adoenta.

Você sabe o que acontece quando a neve derrete?

Você se lembra? Consegues ver?

Sinto que um tempo de tormentas em alto mar se aproxima. As ondas dizem isso. Todas as ondas. Todos os tipos de ondas. As que saem da vida, do mar, das arvores e das pessoas. Todas as ondas. Não adianta apenas confiar. Eu sei que não vou passar. Quem sabe nunca veja a luz. Não podes me acompanhar. Te proibo.

Te proibo.

Já sinto o gosto doce do veneno. Já sinto tudo subindo. Já sinto que estou saindo do sistema. Já sinto o reclamar do meu corpo. A explosão. A implosão, melhor. O odio contaminando e destruindo gerações, de novo.

Ouço o som e estou voando com ele. Por entre as árvores. Por entre as casas. Porque? Porque eu tenho que voar e não você? Ou vocês? Não vou acordar desse pesadelo. Não vou me achar em um campo verde quando acabar. Não vai acabar. Não que seja nisso que esteja baseada minha fé. Alias, sinto que minha base de fé também esta pairando para o além. Preciso acha-la. Mas me sinto muito cansado para tentar, para procurar. Quanto tempo isso ainda vai durar? Quando você vai partir? Eu não preciso mesmo saber. 

Eu não preciso acreditar. Eu não quero acordar. O pesadelo o ruim de mais, mas é mais justo que a verdade.

Doce veneno que me tortura a alma. Tortura e tortura. Não quero fugir. Não preciso. Sinto mais paz nisso. Sinto a justiça. Talvez essa seja minha sina. Talvez a minha luz.

Me sinto sujo.

Pesado.

Errado.

Preciso falar comigo, contigo. Preciso me fazer ver. Nunca quiz te machucar também, independente se com gestos ou palavras. Nunca quiz te magoar. Não vez? Será que não percebes? É inevitável. Sou eu. Sou assim. Caramba, para de dizer besteiras. Essa é a verdade e não a nada que você nem ninguém pode fazer a respeito. Todos se traem uma ora. Traia você mesma agora. Assim como te traí.

Eu estava pior antes, é verdade. E estava dando tudo certo. Mas não posso mais com isso. Contigo. Sim, vou sumir. Desculpe. Me perdoe. Sempre haverá algo de errado. Sempre vão faltar as palavras. Nunca direi as coisas certas. Nunca sei o que dizer. Nunca acho meus mapas. Acho que nem tenho. Acho que ninguém tem. Mas como seus instintos são tão bons? Sempre me impressiono. São quase perfeitos. Sempre sabem o que fazer. Sempre sabem quando estão errados. Sempre sabem se são bons ou maus.

Em compensação, eu nunca sei. Tudo o que percebi, é que estou muito errado em tudo. Sempre. Sempre errado. Não é incrível? Não é maravilhoso? Soa irônico, mas não é. O único acerto, foi me aprisionar. Foi me selar. Magoei menos assim. Quem sabe se a morte não facilita as coisas para todos. Para você. Se é amor, que se acabe. Se é luz, que se apague. Se é ilusão, que morra comigo. Me corrôo com meu câncer. Me identifico com ele. Só trazemos destruição. Nenhuma benção, só maldição. Maldição.

Quem sabe o que me espera do outro lado. Quem sabe se tenho outro lado. Quem sabe não sou como minha sombra na sombra. Invisível, mortificada.

Estás percebendo que quero seu bem? Estás percebendo que minha real natureza é ser o mau? E que ela aparece enquanto brilhas em mim? Minha escuridão casada com sua luz também é minha inevitável ruina. Não tenho forças pra lutar. Já me rendi a anos. Já não sou mais eu quem vive em mim. Já não sei mais onde eu estou. Já não me vejo dentro de mim a muito tempo. Não me alimentei, não me tratei. Apodreci. Por incrível que pareça, me tornei mais eu.

Mas o que eu sei? O que posso dizer? Eu sei o que acontece quando a neve derrete. E a neve sou eu.
O que acontece quando a neve derrete?

Tanashii uke
Sa, kakomimashou
Kyou no namida wa kora
Asu no chikara ni shite

Subarashiki Love & Life
Ai subeki Love & Life