segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

I have a dream.. pt 2

   --* Adoro notas espalhadas, dão um ar de graça único: simplesmente O dia*--

   Playing: First Day of My Life - Bright Eyes

   E lá vou eu. Tudo será uma correria, mas como você ainda não sabe disso, direi que tudo começou com uma correria. Acordar no horário é luxo, sempre foi e sempre será. As vezes acho que o horário simplesmente é idiota, talvez para combinar comigo, mas é idiota sim e ponto. Não o tempo, esse é gente finíssima, mas, horário? Alias, pra que é que eu tinha que acordar no horário mesmo? vou dormir. (pausa, volta para o sonho, onde ele tinha parado? vou tentar dormir exatamente seguindo o sonho e ver se ele continua, é, deve dar certo).

   --* Sonhos: eles nunca continuam, mas mesmo assim sempre tento *--

  Já que estamos nessa fase de sono e sonhos, vou contar o sonho que tive exatamente neste momento. Ele começa com um cara bonitão dormindo e claro que esse cara sou eu, se não podia ser um sonho muito estranho, muito estranho mesmo. Mas estava eu bonitão dormindo até que algo realmente impressionante acontece. Um escaravelho muito velho entra pelo meu calcanhar, come meu tendão de Aquiles, o que faz os músculos da minha perna saltarem para fora dela, a qual se abre como uma flor e eu abro o olho e vejo minha mãe usando sua super técnica de acordar caras bonitões, fazendo cócegas em meu pé. Tenho mesmo que aguentar isso de madrugada? Ela ainda tem a coragem de gritar comigo e dizer que vou me atrasar e que já são 15 para as 8 e que eu falei que bla bla bla... Ei. Espera. Para. Pensa. 15 pra que mesmo? Pensa. Eu sei, eu sei, eu ouvi. A, não era nada de certo, se fosse eu iria me lembrar, é, iria sim.
   (Sempre é dessa foram que começa a correria) Acordei! Dentro do planejado, junto com o despertador, que esta marcando exatamente 10 para as 8. Que? Puta que merda!
   - O mãe! me acordar não precisa!
   - Te chamei 5 vezes! - Acho que ela diz isso todos os dias - Tu nunca acorda!
   As coisas nunca colaboram, eu tinha que estar do outro lado da cidade em 15 minutos, e estou de pijama sentado na minha cama box (que é o melhor presente que ganhei nos últimos tempos) tentando pensar.
   Levantar, sempre é um desafio, mas o maior desafio é ficar levantado. Todos os lugares são os lugares certos para se encostar/deitar e dormir. Mas na correria, ai tudo muda. Primeira calça, que descubro só depois que é minha calça que tem um rasgo no joelho (sendo que 75% das minhas calças tem um furo no joelho e nunca sei como isso acontece. E é sempre no mesmo lado), primeira camisa, que ainda não sei qual é, tênis e vamos embora. E outra coisa. Odeio sair sem tomar café da manhã.

   Playing: Na Na Na - My Chemical Romance

   Piloto de Fuga! Não corto o trânsito, costuro camisas nele. Tenho todas as bases do trânsito dessa cidade. E a Julia já sabe fazer tudo sozinha, essa minha linda. Só tem um detalhe. Ela esta sem freio dianteiro. Li uma vez, em uma revista de moto claro, que a frenagem de uma moto se da com 75% de freio dianteiro. E é a mais pura verdade. Mas estou sem freio dianteiro. Só que, sou piloto de fuga (cara de capetinha-safadão). Para que freio se você tem acelerador? O negócio é que tenho 20 anos, não tenho mulheres e poucos filhos. Se morrer faz parte, o negócio é o vento na cara e chegar do outro lado da cidade agora. E não é que quando se pensa assim sempre da certo?
   Acelerando por entre tudo e todos. A adrenalina tira todo o sono (pelo menos por esse momento) faz tudo ficar lento o suficiente para se pensar em todas as alternativas. Até esse tal de Daniel (eu) que é um tremendo desligado consegue passar por esse trânsito. Tudo fica animado desse jeito. Até se canta nessas horas.
 
   Comprar o freio é fácil. Duzentos e quarenta reais pro saco. Ai levar a Julia para a oficina, o que também é fácil, mais 240 reais pro saco. Tudo por que gosto de andar de moto. Está bem, está bem, não gosto, amo, amo muito andar com a minha moto. Por que? Por tudo. O vento, a sensação, a mecânica, a tecnologia, o que envolve, o prazer de pilotar uma máquina como se quer, e usa-la como se quer. Aos poucos você irá descobrir que realmente sou mais apaixonado pela minha moto do que pelos humanos (claro que há suas belas exceções, o que ocorre com a maioria dos meus amigos, mas que gosto muito dela, isso eu gosto).
   Trabalhar também é fácil, só não no meu emprego e na minha função! Por que? Só passar um dia ao meu lado que você irá perceber. Uma idéia por enquanto. Estamos fazendo uma seleção de meninas para ver quem quer trabalhar do meu lado. Cinco meninas passaram la em dois meses. Quatro foram embora por problemas estomacais gerados por excesso de stress. Uma foi embora porque não queria mesmo trabalhar lá. Mas para mim é fácil. Só que não é hoje que vou falar do trabalho.
   Trabalho até as 18:00, o que não é normal, por que sair antes das 18:10 é puro luxo. Faço um Cooper até a oficina, que não é muito longe, nada mais do que 3 quilômetros. Coisa pouca. Para quem não era gordo e não tem problemas respiratórios. O que não é o meu caso. No meu caso agente cospe sangue correndo 2 quilômetros. Mas tudo deve fazer parte, da vida de um fracassado pelo menos. Ou da minha vida. Mas hoje eu não estou me importando. Hoje nada mais importa. Por que? Por causa do fundo musical que começou a tocar.

   Playing: Só Por Uma Noite - Charlie Brown Jr

  



Deste momento até o final desde lindo trecho, imagine em sua cabeça constantemente o seguinte: Playing: Pa Panamericano - David Guetta, óbviamente tudo muda, mas isso fica costante por enquanto.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

I have a dream..

   Faz tanto tempo que não escrevo que não sei se ainda me lembro como se faz essa merda!

   --* uma de antemão: não sou ocupado, tenho preguiça de me dispor para tudo e todos *--

   Playing: Jealousy - Stereophonics

   Meu nome pouco importa, o que eu faço da muito trabalho para fazer pessoas como você entender e não estou aqui por revolta ou inconstância. Tenho minha vida, meus poucos amigos, uma familia bacana que nunca me entendeu direito e sou muito feliz para viver nesse mundo lindo que vocês continuam destruindo para seus filhos. E tem mais uma coisa: odeio ser doente!
  Está bem, está bem.Serei mais cordial, afinal, tudo indica que ficaremos juntos por um certo tempo ainda. Na verdade, é o que isso indica, mas todos sabemos que isso nunca acontece, pelo menos, não comigo. Amanhã é o dia que farei minha primeira tatuagem, provavelmente serei semi-expulso de casa (termo explicado mais além) e sinceramente, essa trilha não combina comigo. Meu nome é Daniel.

   Playing: Walk On The Wild Side - Lou Reed

   --* uma explicação: semi-expulsão. bem, sabe a familia perfeita para você? pois então. nem sempre acho que a minha é assim, mas tenho absoluta certeza que eles me amam mais que qualquer outra familia poderia me amar, só que eles tendem a ser, tão, certos.

   Ultimamente comecei a achar que o termo louco pode se adequar a muitas pessoas normais. Um exemplo? EU! Vivo em pleno século XXI, tenho 20 anos, não sou nenhum sucesso amoroso, sempre quis colocar uma alargador, acabei colocando, oito milímetros, não é pequenininho, que nem daqueles viadinhos, mas não chega a ser uma ameaça a ninguém. Acordo, vou trabalhar, vou para a faculdade, durmo. Toco guitarra, alias, sou músico. Nunca fiz bang jump, nunca fiz um rapel sem proteção, nunca levei minha bicicleta em uma só roda, nem pulei de paraquedas, nem sem paraquedas, nunca me suicidei (*Playing: Barbie Girl - MXPX*), só bati a porta do meu quarto uma vez e com a ajuda do vento, demorei 18 anos para beijar a primeira garota e minha vida tem um ritmo mais acelerado que o seu e gosto de escrever e gosto de ler e gosto de fazer as coisas como me da vontade, assim como gostei desse monte de e's. Afinal, o livro e a história são minhas.
   Mas ai vem esse monte de gente que no mesmo dia diz que eu sou louco. Afinal: o que é que vocês humanos entendem de loucura? Tudo que não segue os seus padrões parece ser loucura para vocês e como nenhum de vocês tem o mesmo padrão, TUDO é loucura. Deve ser por isso que eu sou louco.

Nota: Será que estou andando com as pessoas erradas?

   Playing: Fluorescent Adolescent - Arctic Monkeys

   Mas nada disso faz tanto sentido assim. Afinal, somos todos uma soma das coisas que nos rodeiam, então se eu sou louco, a culpa também é de vocês, não? E eu que iria escrever sobre meus dias, parei para não escrever nada sobre nada. Como se eu soubesse algum dos segredos da vida (todos sabemos que só os bebês os tem e que eles esquecem antes de saber falar qualquer coisa).
   Também acho que se eu seguir dessa maneira, isso aqui terá mais notas e comentários do que coisas relativamente importantes. Mas importância também é relativa. (*Minha Playlist é muito grande e muito complexa, o que quer dizer que não consigo escreve-la aqui, mas nem a pau*)(*Playing: Hey Now!*). Coisas também são relativas. Sono é relativo. Até você deve ser relativo (isso soou parecido com Johnny Deep em a Fantástica Fábrica de Chocolates: Até eu sou comestivo, mas seria canibalismo).
   Afinal: Onde queremos chegar? Para que eu vou escrever? Para que você vai ler? Ou para quem? Se for para mim é perda de tempo e se for para você é idiotice, das grandes ainda. Então, como é tarde, todas janelas estão apagadas (e elas apagam sim, seu burro que nunca quis perceber), vou comentar sobre amanhã, por que o hoje já se foi a tempo.
  Amanhã: olha, amanhã promete ser único. Acordarei mais cedo do que o normal, levarei minha amada Julia que cuida muito bem de mim para a oficina, não sem antes comprar o disco de freio dianteiro novo dela, que alias, foi pura tansisse ter estragado (quem estraga/entorta um disco de freio? é! sou o cara). Ai tenho que fazer uma pequena caminhada da oficina até o trabalho, onde terei que trocar de alargador por causa da chefe querida. Depois caminhar para pegar a Julia na oficina, ir para a faculdade pegar notas e mais notas. Torcer para passar faz parte. Ir para o estúdio ver a tal tatuagem. Ir ala galã para as baladinhas e estar inteiro as 9:00 da manhã.
   Até lá, mais uma música. Boa noite.

Playing: Dream - Priscilla Ahn