sexta-feira, 26 de março de 2010

mariana..



Preto? 
dizem que combina comigo e que fico bem 
Branco?
basico
amarelo?
só o do sol
marrom?
nao me chama atenção
mais depende a cor que o acompanha
verde ou azul?
verde
mais azul do mar e do ceu em dia de sol amarelo 
alaranjado?
Só da cenoura
rosa?
Só da Penélope charmosa
vermelho?
O sangue
Bege?
Só do pastel
roxo?
Só do ematoma

segunda-feira, 15 de março de 2010

Chapter 01.. pt 00..

 - JOHN! SE ABAIXA CARAMBA!

É. Esse é meu grande amigo faixa que eu tanto amo. Seu nome?

 - QUE QUE TU TA FAZENDO MALUCO?

Doug. Doug de Alguma Coisa Junior. Nunca sei.

 - CORRE PELA DIAGONAL, POR QUE ASSIM ELE TE PEGA SEU LOCO!

Já sentisse um soco na barriga? Sabes descrever um? Primeiro você só se debruça sobre si, efeito do impacto. A primeira coisa que realmente faz sentido é a falta de ar, e a dor que começa a subir até a cabeça, e sem ar, você cai. É quase que nem um não a pedido de casamento sacas. É tão irado que se não doesse você ia querer bis. Mas dói. E como dói. Ainda mais se for de um amigo por quem você morreria. E ainda mais se ele estivesse possuído e alterado como se fosse um Gork. Antes de você tentar respirar de novo, vem uma pontada súbita de dentro do seu ventre e é ai que você começa a perceber que que está acontecendo.

Chapter 00..

Meu nome é John Napster. Queria ter o nome do meio que nem meu pai, que é igual ao do meu avô, mas não tenho. Não faço auto-biografias. Não sei muito sobre mim e não é sobre isso que quero falar. Não sou escritor de colunas e nem de bons romances. Nasci a 16 anos numa pequena cidade chamada Cidade e renasci a 2 anos depois de minha morte (claro). E é claro que quem morre uma vez tenta morrer mais de uma, mas também não é sobre isso que quero falar. Nem do mundo, nem de mim, nem dela (que era sim muito perfeita). Na verdade, aqui constam apenas histórias onde aparecem você, eu, ela e o mundo. Talvez fosse mais correto dizer "Os Mundos". Talvez você entenda tudo conforme for ocorrendo ou conforme eu for contando. Enfim, isso nada mais é do que nada. Mas deve de ser um pouco legal.

sexta-feira, 12 de março de 2010

eh..

1:" por que quanto menos se tem a dizer, mais penosa e pedante é a forma que a colocamos? Será para enganar a nós mesmos ou os outros?"

John: "talvez seja os dois."

terça-feira, 2 de março de 2010

trinta e dois minutos..

ouvi. vi. fui e fiz. ponto.


narrar..
naaaaaaaaarraaar..


putz.
narrar?


narrar.


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Trinta e dois minutos.




Começou mais uma quarta-feira, com sol, poucas nuvens, enfim, a melhor das quartas-feiras. Essas tinham uma espécie de ritual a ser seguida, e tenho que dizer que era o melhor de todos os possíveis rituais. Fazia certo frio de inverno, extremamente agradável para a situação, e assumo que isso deixava tudo em um clima perfeito.


Acordar as 6:00 da manha? Nunca. Eu não conseguiria nem que os bombeiros atirassem água diretamente em meu rosto, mas, era quarta, o que dizia que 5:30 eu já estava no banho, me preparando, escolhendo, pensando qual seria minha melhor roupa, por que dali a alguns instantes, eu estaria lá, com ninguém mais ninguém menos que "ela".


Ela? Bem, pensa na pessoa mais perfeita de todo o mundo, não é ela. Na verdade, não deve nem chegar perto de uma pessoa perfeita. Mas enfim, me persuadiu me alucinou e eu me entreguei como quem se entrega a uma droga que sabe que vai acabar lhe matando. Mas eu gostava muito disso. Muito. Pelo menos tinha o sorriso bem mais bonito que os coringas. Na verdade? Ela era muito gata, mas não tinha nada a ver com isso. 
Nossos encontros se limitavam a conversas e olhares. Nada mais.


Mas era quarta. Sai antes de meus pais acordarem, peguei o primeiro ônibus, e me enviei alegremente pelas simples ruas dessa pacata cidade até chegar ao ponto de encontro. No terceiro andar, na mesa de esquina, na frente do restaurante. E como sempre, cheguei primeiro, deitei e esperei. Esperei.


Ela chegou e tudo tendia acontecer como em todas as quartas-feiras. Corações abertos, sem sangue. Rostos transparecendo a verdade, nada de máscaras. Diga-se de passagem, que encontros como esses são repletos de palavras, poucas sinceras, o que não acontecia no nosso caso, mas sim, a completa sinceridade de ambos. Mas nada disso aconteceu.


Ouve dias em que eu poderia delirar dias e dias com os trajes finos que ela usava, ou com a doçura de seu perfume. Ouve quartas em que nada mais poderia ocupar minha mente, mas ela era possuída por essa lisonja criatura esculpida pelas mais preciosas mãos do Criador. Mas não nessa quarta. Não hoje. A roupa era simples, o sorriso tentava esconder o peso que lhe escorria dos olhos, pelas bochechas e gotejavam até tocarem o chão.


Era uma quarta, que nada tinha de normal, a não ser minha pequena cabeça que pensava que tudo seria igual.


Antes que eu pudesse pensar, aconteceu.


Nossa maior conversa do dia se deu quando nossos olhares se cruzaram. E foi a única conversa de sentido no dia todo. Em seguida, nada mais que um abraço. Mas seria desmerecimento descrever dessa forma, pois ficamos ali, abraçados, por trinta e dois minutos. TRINTA E DOIS MINUTOS. Cara, juro que nunca tinha sentido nada tão profundo na minha vida. Palavras? Bobagens. Olhares? São lindos. Mas o que esse abraço transmitiu, não consigo expressar nas palavras e nem demonstrar em olhares.


Mas, na verdade, toda essa história serve apenas para levar a uma simples pergunta. Você me daria trinta e seis?