domingo, 31 de janeiro de 2010

And This is My Love Song for You..

E então, o momento se foi,
E com ele, minha fonte de inspiração.
E infelizmente, não consegui mostrar,
Nem demonstrar, nem te amar o suficiente,
Para perceberes que era tudo a você.

Minha maior fonte de orgulho,
Uma das únicas obras d'arte que gostei,
Foi meditada por dias,
E escrita em um carro, em movimento,
Pensando em você.

Me intrigastes,
Me chateasse,
Me cativastes,
E contra todos meus desejos e anseios,
Se vais.

Fica então, um agradecimento,
Um texto, um desabafo.

Apesar de quase não te ver,
Já sinto sua falta.

Lhe concedo meus desejos de bênçãos e amores,
E a alegria de que talvez,
Não iras sair do mundo.

PS: não consegui ser "promovido" a algo além de "bem".. mas fico feliz em por um tempo ser algo..




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Em agradecimento a Maria Luísa e aos breves momentos de ensinamentos e retóricas que tive.

awake..



4:03 AM: 

"Hoje é terça-feira, 
O céu borrou a cor, 
Ó minha mão do céu, 
Ó meu pé do chão, 
Eu não ouço vocês.." 

4:05 AM: 

Desfilando pelas vielas escuras, 
Enrubescidas pela ausência de cor e de espírito, 
Não precisei me pronunciar, 
Nem dizer meus sentimentos, 
Só eu estava lá, 
Apreciando o desfecho escuro de uma noite triste e melancólica. 

4:10 AM: 

"Hoje é terça-feira, 
E o céu se põe, 
Debaixo do tapete, 
Um tesouro, 
Eu não acredito, eu não acredito, eu não acredito, eu não acredito.." 

4:12 AM: 

O véu cintilou com cheiro de eletricidade, 
A cidade, 
Tudo pela cidade, 
Ainda vagando por entre sussurros e murmúrios, 
Ainda se empoeirando com nossa pele, 
A coisa mais acreditável a se ouvir poderia ser que eu não acredito. 

4:13 AM: 

Continuo, 
Mais lento é quase impossível, 
Talvez ande pra traz, tanto faz. 
Por mim iria assim até a lua, 
Elevado pelas fumaças dos cigarros, 
Ou alucinações, tanto faz. 
Tanto faz. 

4:14 AM: 

"Hoje é terça-feira, 
Hoje é terça-feira, 
Todos meus amigos, 
Todos meus amigos, 
Todos seus amigos, 
Todos meus amigos, 
Todos meus amigos, 
Voam.." 

4:16 AM: 

La la la. 
Tanto faz. 
Pegar o caminho mais, mais, mais longo, 
Foi sem dúvida, a melhor escolha desescolhida, 
Só me deixei ser guiado pela cidade, 
Passei por sua casa, 
Pelas poucas luzes que ainda brilhavam, 
Enquanto a noite vivia silenciosa, 
Dentro de cada cidadão adormecido, 
Revigorado a cidade. 

4:20 AM: 

"Com olhos de anis, 
Com asas de fogo, 
E meus olhos cheios, 
De mágoa então, 
Hoje é terça-feira, 
Hoje é terça-feira.." 

4:24 AM: 

Amo esses sábados à noite, 

4:30 AM: 

"Todos meus amigos 
Todos meus amigos 
Todos seus amigos 
Todos meus amigos 
Todos meus amigos 
Querem morrer.." 

4:44 AM: 

Hoje é sabado-feira.. aaa..

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Let me See Your Pictures..

Diga-me,
Ela não é de se amar por todo o sempre?

Como descrever a perfeição viva da natureza?
Como lhe contar que em seus doces lábios,
Destilam o queimar alcoólico de ungüentos das víboras mortíferas?
Que a suavidade das palavras te entorpecem,
Até negares a si mesmo,
Em troca de um punhal banhado em sangue,
Em SEU sangue?

Diga-me,
Não é de se amar por todo o sempre?

O que dizer então,
Do momento em que você a vê,
Presa,
Presa dentro de seus grandes olhos enegrecidos
Pela vaidade, ou irreverência, você não sabe,
Mas eles te sugam a vida,
E corroem a alma,
Até os seus não passarem de um simples brilho estrelar?

Ah! Meus caros druguinhus!
Sim, ela é de se amar para todo o sempre.

O distante sorriso da atração,
Os braços que te envolvem em emoções,
As palavras sussurradas ao ouvido,
Ou mesmo as perdidas no silencio,
Tudo,
Tudo tem intuito de te aproximar,
Do laço da morte,
Não me refiro à morte física meus druguinhos,
Mas a do seu coração,
Que não terá nada de pobre nem de coitado,
Mas será massacrado pela indecência de seus atos,
Por você se arriscar,
A conhecê-la.
E infelizmente,
Depois de morto,
Dirás-me: valeu à pena.
E se voltaras a mim, ao ver suas fotos, estampadas por toda a parede,
Com expressões do tipo:

"Ela não é de se amar por todo o sempre?"

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

old stone..


EI PEDRAS ANTIGAS! 

Dez mil anos, 

E meu coração tem mais cicatrizes que vocês! 

EI! MORRAM DE INVEJA! 
Dois anos, 
E minha alma já derramou mais lágrimas do que as chuvas que te atingiram! 

Ah se alguém pudesse entender. 
Ah se alguém quisesse acreditar. 

Essa máscara que visto com tanto amor, 
Não tirarei jamais, 
Me vistes como realmente sou, 
E desprezastes-me até no ímpeto de sua alma, 
Revestir-me-ei do brilho do sol, 
Me banharei com a lua, 
E nunca mais sairei sem acessórios de luxo, 
Sem encobrir o que não queres ver, 
Prometo ao meu ser, 
E a tudo que valorizo em minha vida, 
Que ignorarei tudo o que pensas sobre mim, 
E que ninguém mais me conhecerá. 
Nem aqui, e nem na lua. 

EI! PEDRAS! 
QUEIMEM NO INFERNO SORTUDAS!! 
Em dez mil anos vocês sofreram menos que eu em dois! 
Quero mais que morram! 
Azar no jogo, e no amor. 

Quer saber? 
AMO SER ASSIM! 
Amo não saber ser diferente. 
Amo te odiar, humanidade. 
E acima de tudo isso, 
Que nada mais é do que meras palavras, 
Odeio amar tanto vocês, pedras do meu ser. 

Parte da minha história. 
Simplesmente meu ser.



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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

the truth, the truth, the truth..

Hold me close and hold me fast
The magic spell you cast
This is La vie en rose

When you kiss me heaven sighs
And tho I close my eyes
I see La vie en rose

When you press me to your heart
I'm in a world apart
A world where roses bloom

And when you speak...angels sing from above
Everyday words seem...to turn into love songs

Give your heart and soul to me
And life will always be
La vie en rose



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eu não escrevi,
mas me declarei com ela. (mesmo que ela não me ouviu)

La Vie en Rose - Louis Armstrong

domingo, 17 de janeiro de 2010

so small.. was me.. be us..

escrevi,
não gostei,
apaguei.

tinha muito sobre mim,
tinha tudo que há por dentro de mim,
descrevi você.





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tão pequeno e tão eu,
que você pode não dar valor.

mas escondi 6 páginas em 6 parágrafos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

bla's fla's "é."



Talvez,
de todos os mistérios,
o que se segue seja o mais simples.

Talvez,
eu a ame.



De resto,
começa a complexidade.
De sentimentos à palavras - ou melhor, a falta delas - ,
de confusões à convicções - ambas interiores - ,
do nada que se torna menos ainda,
do eu que se torna qualquer coisa que você queira.
De promessas e juras pra.. é, talvez o tempo diga.

Lembranças, cigarros, fotos,
e nada me preenche.
é.
Acho até que "é" é mais fácil de explicar,
talvez até mais concreto,
mais provável.
é.

Talvez não hajam linhas suficientes no mundo,
talvez seja mais fácil representar em figuras cavernienses.
Criar um idioma novo até me parece simples,
mas traduzir o que se passa em um coração... "é".



Talvez,
eu ame você.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

I just want you do know..

EU JURO!

juro pelos céus e pela terra,
que o próximo ser humano idiota que vier com a promessa de confiança e sinceridade,
e molestar meu coração,
eu mato.

juro que caço o desgraçado até os confins da lua e do sol,
olho bem no fundo dos olhos do imprestável,
e faço com que as últimas palavras que ele escute sejam:
"vá pro inferno!"

juro que mato o desgraçado.


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Lágrimas sofridas e feridas do meu peito
Dei minha palavra, minha honra, meu respeito
Todas as verdades e olhares que podia
É com qual coragem que você me repudia

domingo, 10 de janeiro de 2010

a boy brushed red living in black and white..

"preto.
sim

branco.
sim"




Dizem que é melhor apenas saber que ela esta ali, percorrendo invisivelmente e insensivelmente seu corpo. Não sei se concordo. Simplesmente gosto de vê-la escorrendo sobre minha pele, manchando tudo por onde passa. Viva. Fala por si só. Eu ficaria indescritivelmente feliz em tingi-la até cobrir mais do que uma única parede, mais do que um coração. Linda. Perspicaz. Não necessita de adjetivos, não costumam combinar. Chama a atenção. Chega a representar a vida, mas cobre a capa de chuva da morte. É intensa, é densa. E eu devia ter dito sim a essa fonte de inspiração de poetas e romancistas, mesmo que isso não me caracterize. Deveria ter aceitado, queria ter aceitado. Sim, com certeza sim.



"John: preto.
1: sim

John: branco.
1: sim


John: vermelho?
1: --- não."


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

the white, my black.. the right, my wrong.. (pt 2)...





A história criou novos aspectos,
As cores mudaram,
O intocável permaneceu ali, parado.
Pude apenas observar o desfecho de uma nova história que estava por vir.

Aquilo que alguns chamam de coração, outros de sentimento,
Que pra alguns cria dor, outros arrependimento,
Que eleva o espírito, aniquila a solidão,
Ele aprisionou e cercou.
Pediu distancia, exigiu reverencia. Ninguém ousou perguntar.
Sua alma ferida foi sua maior obra de arte,
Seu espírito abalado protegia seu coração da destruição.
Depois de uma vez arrebentado, fez questão de manter ali, parado.

Ela veio sutil, simples,
Diferente e intrigante,
Perspicaz e evasiva.
Não perguntou, aconteceu.
Quando se interessou, ele entendeu.
Quando escreveu, ele chorou.

A última vez que chorara fazia mais de um ano,
Nem ele deve se lembrar,
Mas as gotas penetravam em sua pele machucada,
O suor de ter batalhado exaustivamente se encontrava com esse trilho de destruição.
Marcava a pele, arrombava o meu coração.

O intocável permaneceu dentro do seu ser,
A inocente alma do outro lado dessa desolação não viu nada disso,
Nada dele,
Mas escreveu.
Escreveu? Rabiscou seria melhor.
O texto nem fez tanto sentido.
E ele leu, impaciente, vi em seus olhos, estava inquieto.
Relaxava, lia uma palavra e se desesperava.
Onde ela achou essas palavras eu não sei,
Mas no texto mais simples que li sobre os fatos (único), ela acertou muitas delas.

Ele não teve escolha,
Eu não pude impedir.

O incrível é que muitos tentaram alcançar o mesmo,
Ele não deixou nem ao menos eles tentarem,
Quando se sentia ameaçado, sumia.
Quando agrediam, revidava.
Quando o amavam, ele rejeitava.
Era triste, era insolente.


Ele escreveu sua própria sinfonia melancólica de alucinações,
Brincou com ela, zombou dela, a enterrou, e então a amou.


Com ela não, ele mudou.
Ainda não entendo,
Parece que um texto repleto de negações não descreveria nada que desse pra entender o mínimo,
O básico.
Ele simplesmente abriu a porta.
Depois de um texto com palavras tiradas de dentro dele mesmo,
O intocável passou a ser,
Possivelmente visível a alguém,
A Você.

As marcas são motivos,
As palavras dão pistas,
Os textos exuberam crenças distintas,
E a chance de alguém finalmente querer realmente conhecê-lo,
O ilumina.

Um caminho, Um motivo, um lugar,
Não sei por que,
Mas parece que em ti, ele consegue encontrar,
Tudo pra repousar seu amor.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

the white, my black.. the right, my wrong.. (pt 1)




Eu o vi,
Corria contra o vento como se quisesse aumentar a velocidade em que as gotas deveriam atingir o alvo.
Fazia questão de sentir cada ardência,
Não quis esperança nem anestésico.
E não entendia como ele queria que funcionasse essa estranha receita.

Eu vi,
Deixou a noite escorrer por cima de seus ombros,
Banhando toda a angustia com uma suave, doce e escura solidão,
Lançou tudo ao vento até que o sol deixasse o inevitável como bronze.
Sua tripla fascinação multiplicou-se o máximo de vezes que ele me ensinou a contar.

Não quis mais ver, mas como resistir?
Ele continuava com essa estranha receita mortal de aprisionamento emocional.

Cercou toda a obra de arte com bloqueios psíquicos,
Vestiu sua melhor mascara,
Fez do dia um baile,
Fez da noite seu refúgio,
E de mim? Seu lar.

Fazia questão de todos os dias arrancar as casquinhas que queriam cuidar das feridas,
Saia na noite,
Secava no sol,
Usava a mascara,
Num ciclo mais vicioso que o da vida.

Não sei se isso era viver,
Mas queria entender como que ele queria martirizar algo já destruído, já magoado.

Durou cerca de um ano pra ele terminar a obra.
Ficou linda, exuberante, uma aberração.
Era intocável por todos (até por mim),
Invisível para a maioria,
Densa como a noite, bronzeada como o céu ao amanhecer.

Resplandecia no mais lindo feitiço que já vi.
Estava no lugar mais reservado de todos,
Estava conduzindo-o a loucura,
Mantinha os segredos, como segredos.
E eu vi, mas não entendi como aconteceu a decorrência dos fatos.



Dessa vez eu a vi.



Não cri.


Como seria possível?
Não era nem ao menos provável.
Não era nem algo que ele quis.
Nem sei se ele viu.



Demorou dois dias.
Dois dias. Nem é a metade do que ele me ensinou a contar.
Acho até que ele mesmo não esperava que isso fosse possível.

Depois de se dedicar tanto para tornar-se intocável dentro do seu próprio ser, 
Se rendeu.

reminds me of my childhood..

três palavras, sete letras.


Estávamos nós em um distante paraíso, e apenas nós sabíamos e podíamos tirar proveito disso. Ninguém mais. Eu sentia ternura ao olhar em teus olhos, desejava-te e queria que aquele momento durasse uma eternidade, ou apenas o tempo suficiente para nós amarmos um ao outro incondicionalmente. Eu queria sentir algo mais por ti, além da paixão em que nossos lábios insistiam em se envolver. Nas montanhas desenhadas de verde, permanecemos, sozinhos, estáveis. O sol parecia permanecer para sempre naquele infinito azul, naquele vento que corrompia todos os devotos, no frio que faria todos ajoelharem-se diante aos seus pés. Nenhum calor, apenas o de meu corpo ao lado do teu, do cobertor que desenhava as nossas linhas, as linhas das nossas roupas quentes, desesperadas para dar-nos calor, esperança.
Segredos, promessas, descobertas. O livro que teimo em ler não parece tão interessante agora, a minha atenção agora é tua, e tua será até que essa dia acabe.
Um violão, várias músicas a soar em nossos ouvidos, permanentemente. Meus dedos desenham as notas a nascer por entre nós, por entre um e outro gole em um chocolate quente e um capuccino extra-espuma. As nossas vozes se juntam em uma harmonia quase esperançosa, desesperadamente procurando paz; achando paz.
Um choque. Um trovão insiste em minha mente soar, um raio em minha visão aparece. Um tempestade está por vir. Não pode ser. Mas momentos bons acabam assim, sem avisar. Esse foi avisado, aparentemente. Não era uma tempestade que estava por vir, e sim o medo, a insegurança. Eles são infinitamente piores, ao meu ver.
Minha face esbranqueceu, minhas mãos e pés começaram a suar, a ficarem frios, tremerem involuntariamente. Meu coração acelerou, estava plausível à situação. Não imaginei que fosse diferente. Teu rosto transformou a felicidade em decepção, em algo semelhante ao medo. Não suportei te ver assim. Eu apenas não havia me preparado, apesar de ter esperado tanto tempo por isso. Três palavras, sete letras e um medo insportável, um agonia irresistível de talvez não poder contribuir à ti.
Eu havia levantado, voltei a sentar. Andei alguns metros, esperei para que algum sinal viesse a mim. Não veio. Não queria deixar-te assim, foi maldade e insensibilidade de minha parte, admito. Mas não tinha rumo, e todos os caminhos me levavam a você. Medi, pensei, refleti várias e várias outras vezes. Descobri. Algo. Que eu nunca pensara antes, mas que as circunstâncias me levaram a acreditar.
Andei de volta, ele estava de algum jeito. Não sei explicar, era uma tristeza decepcionada. Uma coragem desbravada. Quando cheguei ao teu lado, olhei em teus olhos, eu vi a tua alma, teu coração, teu amor. Me vi contigo, apenas. Olhei por dentro daquele mar verde que seus olhos formavam e disse a ti o que deveria ter dito há tempos. Três palavras, sete letras. Por então o mar pareceu, repentinamente, se privar de notar a tempestade por qual acabara de passar, e fez questão de olhar o céu azul. Juntos nossos lábios terminaram, e queria que assim permanececem. Aquele momento nunca acabou, eternizou-se, assegurou-se e em minha mente e coração fez questão de permanecer. Em três palavras e sete letras.
Três palavras, sete letras.



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Carla - would probably be happy.

I swear.. only the truth..


Pois eu, eu só penso em você
Já não sei mais porque
Em ti eu consigo encontrar
Um caminho, um motivo, um lugar
Pra eu poder repousar meu amor


Quantas horas mais vão me bater até você chegar?
Aqui meu lar deixou de ser aquilo que um dia eu construí
E eu fico sozinho, esperando pra trazer você para mim

Sofro por saber que não sou eu quem vai te convencer
Que cada dia a mais é um a menos pro encontro acontecer
E eu fico sozinho, esperando por você, meu bem-querer



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Fingi na Hora Rir - Los Hermanos

now that I found you



Malditas três palavras.. Benditas palavras mal-ditas.
É sempre a mesma reação, o mesmo rito.
Você fala, você pronuncia aquela frasezinha..


Em seguida, o silêncio.


Você vai tomar banho, toma café, canta oito músicas que você nunca nem ouviu na vida, vai dar uma volta na rua e volta.. e ainda não se passaram nem 6 segundos.
É, você quase desiste e, quando ainda existe aquela minúscula chamazinha de esperança bem lá dentro, no fundo, a resposta chega.
Ao mesmo tempo que você deseja chingar a outra pessoa pelo raciocínio tão lerdo – literalmente –, e seu quase-infarto do coração enquato esperava, o seu próprio coração vacila e começa a bater mais rápido, dispara. Seu pensamento deixa de existir, suas reações somem, o sorriso molda seu rosto, sua expressão se torna suave, em paz.. sua felicidade? Vai além do horizonte, praquele lugar bonito e tranqüilo.
Ah, benditas palavras bem-ditas!




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em agradecimento..
Maria Luíza - Mundo de Rascunhos

You don't Believe That This is for You. Right?

Como eu queria saber escolher palavras
Só pra expressar esse sentimento.

Me intriga.
Não pedi pra entrar em meus sonhos,
Mas deles não quero que saias nunca mais.
É como uma droga que me encantou na primeira tragada,
Me alucina,
Corrói minha alma.
É inexplicável.
Esta em meus dias, em meus pensamentos,
Escrita nos meus olhos, demonstrada na minha loucura.

Invadiu minhas razões.

Rasgou meus preceitos, como se eu tivesse deixado,
Destruiu todos meus motivos para não estar perto de alguém,
Perto de você.

Palavras não conseguiriam dizer o que esta em meu coração.

Não quero ter você, quero estar com você.
Não quero te encantar, quero te conhecer, te desvendar.
Por que não se ver?
Afinal, já mudei minha rota 10 vezes, no mesmo dia,
Só pra ver se via você passar,
Despreocupada, sorridente, ao vento.
Deixe as cerejeiras fazerem o fundo.

Afinal, como conseguirei te conhecer se quando te busco tu foges?

Quanto mais eu quero, menos te conheço.
Quanto mais eu me embriago no seu perfume, menos o tenho.
Sempre que quero te ver, você não está em nenhum lugar,
E quando desisto, apareces para me revirar.
Sou todo bonequinho, nem tenho vergonha de assumir.
Me conquistas com o nada que fazes pra me conquistar.
Onde consigo sua bula?
Como fazer você ver o invisível do meu ser?

Nada aqui é recíproco.

O desejo de escrever se tornou a matéria concreta do inexplicável.
O desejo de tocar só parece completo se você cantar.

Ao final disso tudo, só me resta dizer a verdade.
Na melhor escolha de palavras que consigo,
Digo,
Me intriga.