ouvi. vi. fui e fiz. ponto.
narrar..
naaaaaaaaarraaar..
putz.
narrar?
narrar.
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Trinta e dois minutos.
Começou mais uma quarta-feira, com sol, poucas nuvens, enfim, a melhor das quartas-feiras. Essas tinham uma espécie de ritual a ser seguida, e tenho que dizer que era o melhor de todos os possíveis rituais. Fazia certo frio de inverno, extremamente agradável para a situação, e assumo que isso deixava tudo em um clima perfeito.
Acordar as 6:00 da manha? Nunca. Eu não conseguiria nem que os bombeiros atirassem água diretamente em meu rosto, mas, era quarta, o que dizia que 5:30 eu já estava no banho, me preparando, escolhendo, pensando qual seria minha melhor roupa, por que dali a alguns instantes, eu estaria lá, com ninguém mais ninguém menos que "ela".
Ela? Bem, pensa na pessoa mais perfeita de todo o mundo, não é ela. Na verdade, não deve nem chegar perto de uma pessoa perfeita. Mas enfim, me persuadiu me alucinou e eu me entreguei como quem se entrega a uma droga que sabe que vai acabar lhe matando. Mas eu gostava muito disso. Muito. Pelo menos tinha o sorriso bem mais bonito que os coringas. Na verdade? Ela era muito gata, mas não tinha nada a ver com isso.
Nossos encontros se limitavam a conversas e olhares. Nada mais.
Mas era quarta. Sai antes de meus pais acordarem, peguei o primeiro ônibus, e me enviei alegremente pelas simples ruas dessa pacata cidade até chegar ao ponto de encontro. No terceiro andar, na mesa de esquina, na frente do restaurante. E como sempre, cheguei primeiro, deitei e esperei. Esperei.
Ela chegou e tudo tendia acontecer como em todas as quartas-feiras. Corações abertos, sem sangue. Rostos transparecendo a verdade, nada de máscaras. Diga-se de passagem, que encontros como esses são repletos de palavras, poucas sinceras, o que não acontecia no nosso caso, mas sim, a completa sinceridade de ambos. Mas nada disso aconteceu.
Ouve dias em que eu poderia delirar dias e dias com os trajes finos que ela usava, ou com a doçura de seu perfume. Ouve quartas em que nada mais poderia ocupar minha mente, mas ela era possuída por essa lisonja criatura esculpida pelas mais preciosas mãos do Criador. Mas não nessa quarta. Não hoje. A roupa era simples, o sorriso tentava esconder o peso que lhe escorria dos olhos, pelas bochechas e gotejavam até tocarem o chão.
Era uma quarta, que nada tinha de normal, a não ser minha pequena cabeça que pensava que tudo seria igual.
Antes que eu pudesse pensar, aconteceu.
Nossa maior conversa do dia se deu quando nossos olhares se cruzaram. E foi a única conversa de sentido no dia todo. Em seguida, nada mais que um abraço. Mas seria desmerecimento descrever dessa forma, pois ficamos ali, abraçados, por trinta e dois minutos. TRINTA E DOIS MINUTOS. Cara, juro que nunca tinha sentido nada tão profundo na minha vida. Palavras? Bobagens. Olhares? São lindos. Mas o que esse abraço transmitiu, não consigo expressar nas palavras e nem demonstrar em olhares.
Mas, na verdade, toda essa história serve apenas para levar a uma simples pergunta. Você me daria trinta e seis?
terça-feira, 2 de março de 2010
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lembro deste dia..
ResponderExcluirvc veio ao meio-dia muito fautoso ao falar comigo hehehhe
Daariia o tempoo q vc quize-see :$
ResponderExcluirte dariiia tdo o tempo do mundooo :D
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