Atordoei!
dentre tantas mil vielas escuras,
tivestes que cruzar exatamente a minha frente?
Oh cara senhora!
não tinhas nada melhor pra fazer?
tinhas que destilar este precioso ungüento justo na minha passarela?
em uma inalação ele me corroeu, destrinchou,
em duas me envolveu, elevou.
Seria mentira de baixo escalão dizer que só durou um momento,
mesmo que essa seja a verdadeira verdade,
pois,
com as asas que me destes subi as nuvens,
pena que elas só duraram pela subida,
pela inalação.
Doce veneno que me alimenta e reviva.
V i c i a n t e.
Envolto e girante eu permaneci ali,
parado.
E você se foi levando consigo seu gigante.
Cara senhora,
prometa me avisar quando fores passar,
tenho muitos planos e tarefas para permitir que também seja seu boneco.
Me perdoe,
mas não quero mais sentir este perfume, este aroma,
este passado,
tomarei qualquer caminho, mas não deixarei que me afetes dessa forma,
nunca mais!
eu e meu doce, doce, doce passado!
terça-feira, 4 de maio de 2010
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