Temperatura: 9 graus.
Coração: Indefinido.
A idéia,
todos conhecemos.
é igual a caminhar,
só que rápido,
bem rápido.
Como tudo,
tem um começo,
e como as melhores coisas,
não tem fim,
pelo menos não exato.
O começo é fácil,
o equipamento ajuda.
O dia é frio,
os músculos encolhidos se desesperam.
Não tem céu,
não se vê nada mais do que a leve garoa,
medonha,
não molha e não deixa seco,
e toda a multidão,
é composta por ondas.
Começa.
Temperatura: 9 graus.
Coração: tranqüilo.
A areia úmida pra molhada virou pista.
Maratona.
O capuz do casaco caiu,
A chuva, miúda, lambe seus cabelos,
beija seu rosto.
Não há barreiras,
não há outros.
Há você,
a areia,
o mar
e o movimento.
Os músculos ainda frios,
começam a reclamar.
A garoa que molhou o rosto,
resfria, congela.
Nada de cansaço,
não ainda.
O primeiro quilômetro passou rápido,
o segundo que surpreende,
simplesmente,
por aquele gosto tão doce,
que salga a boca.
Sangue.
Já superou coisas piores.
Já ficou cego duas vezes,
e ainda está enxergando.
Duas vezes.
Que que um leve sabor diferenciado pode fazer com você?
Corra.
E você corre.
Mais e mais rápido.
Temperatura: 9 graus.
Coração: agoniado.
Muito agoniado.
Não bate, espanca o peito.
Não se respira, se sufoca.
Saliva rosada,
nem sempre é um bom sinal.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
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