e olho, sem nada ver..
o caos, as guerras, as desculpas..
os que dizem que se amam, se matam e se afundam..
pássaros sem lar, reprises da escória..
safados renegados lutando ao lado de moços honrados..
chás-das-três com palavras trocadas..
conversas sobre rostos anônimos,
meias verdades relatadas..
o falso e antipático "oi tudo bem",
e o sincero "tudo e com você meu bem"..
as fugas nas madrugas..
dizem que é pra se esconder do ser,
digo que é pra evitar vocês..
o que dizer dos que não brincam?
das crianças sem lar que jazem em ruas, dormindo?
do mocinho e do bandido..
da bela e da féra..
da desumanização que corrompe os bons?
se isso tudo for revolta,
que revolta seja..
se for tristeza ou repugnância,
bem, que assim seja..
onde achamos um mundo que não se destrói?
como tornar o amor, a fe e a esperança maiores?
pra onde se esquivar?
queria entender, para poder explicar..
que o bom seria esquecer o dinheiro,
esquecer de si mesmo..
por que a única coisa que até hoje esquecemos,
é que somos iguais a nada..
frutos do pó, destruindo pó em frutos..
melhor ser cego?
melhor ser surdo?
melhor é matar um terrorista?
melhor é aniquilar um país?
mais que eu?
mais que você?
quem diz o que quer?
deixe-me dizer, que prefiro brincar de carrinho..
prefiro caminhar sorrindo..
correr sem estar fugindo..
brincando de ser gente,
gente diferente..
se sinto saudades de um mundo de paz,
se sonho mais do que o meu sonho me traz..
se a inspiração está na matança,
então vê se me mate, ó vil esperança..
ja não posso mais viver me chapando,
pra esquecer toda essa ganância..
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