descobri recentemente que tive exito em algumas coisas da minha vida.
não todas.
só algumas.
talvez algumas poucas.
mas,
(vírgula),
assim,
(vírgula),
eu realmente não havia percebido que eu tinha conseguido ter exito em algumas coisas.
mas eu tive.
mas,
(vírgula)
eu tive.
existe em algum lugar uma espécie de poema
violente e sangrento,
quase masoquista,
quase intragável de tão lento.
ele foi escrito com gotas de sangue extraídas de forma dolorosa e lenta,
extraídas pelo próprio processo descrito no poema.
não lembras?
não relembrarei por ser tão preciso em seu tema.
na época não acreditaria que o mesmo viria a se tornar um ser.
é como um autor que cria um personagem verdadeiro demais pra ser de verdade.
ele era tão supremo em sua forma de ser um ser
que jamais acreditaria que ele viria a deixar de ser apenas uma mentalidade.
eu tive sucesso.
obtive o sucesso dessa violência aguda e extrema relatada de maneira lenta.
eu não deveria te mostrar nada disso mesmo que eu tivesse que mostrar
por que esse tipo de sucesso acaba com a alma e a ensanguenta,
embirrenta,
fragmenta,
é uma ferramenta lamacenta que incrementa cinquenta tardes cinzentas ou noventa noites fumacentas,
barulhentas,
violentas.
não que eu algum dia pensei em apresentar isso,
não pensei nem em apresentar a/o diários,
afinal, pra que eu iria incentivar tal compromisso?
até parece que alguém seria capaz de aceitar tais níveis de desafios.
um dia achei que eu poderia sair sem mascaras,
pelo menos na noite,
eu achei mesmo que estava exagerando no começo das notações.
nem eu acreditava em todo esse açoite.
para onde foi a compaixão desenfreada que habita em mim e supostamente em ti?
para onde eu irei se a compaixão que procuro em ti vejo apenas em mim?
se estás confortável no seu lugar recebendo seus cuidados,
se não posso contar contigo então quem me acompanhará até o fim?
minhas memórias nunca estiveram tão vivas a me atormentar.
prende-las durante tanto tempo,
que tipo de burro prende um monstro que se auto alimenta de si mesmo
cresce, aprende e perambula pseudamente trancado a esmo?
sabia que esse dia chegaria,
o dia em que tudo se tornasse sentimentos,
em que tudo que eu olhasse seriam meus pedaços se voltando pra mim,
envoltos em pensamentos,
incendiamentos,
enegrecimentos,
demoníacos maquinamentos,
ultrajamentos,
infrutíferos ferimentos.
ninguém,
ninguém,
ninguém,
ninguém quer viver com esse alguém.
amaldiçoado e condenado pelo seu próprio criador.
minha memória me joga e lança e joga e lança para além.
por que é tão difícil?
por que está tão complicado e tão difícil?
você não precisa dizer que entende,
mas por favor se você quiser entender,
talvez,
por favor,
um dia...
(reticências)
você não precisa dizer que entende,
mas por favor se você quiser entender,
talvez,
por favor,
um dia...
(reticências)..
você não precisa dizer que entende,
mas por favor se você quiser entender,
talvez,
por favor,
um dia...
(reticências)..
mas por favor se você quiser entender,
talvez,
por favor,
um dia...
(reticências)..
eu quero uma cura.
(ponto)
assim como você,
sinto dor e insegurança,
(ponto)
assim como você,
quero carinho e atenção,
(ponto)
assim como você,
não quero viver preso ao chão.
(vírgula?)
você não precisa dizer que entende,
mas por favor se você quiser entender,
talvez,
por favor,
um dia...
(reticências)..
mas por favor se você quiser entender,
talvez,
por favor,
um dia...
(reticências)..
alimenta essa lepra que me corrói.
alimenta essa lepra que eu criei.
sim.
(ponto).
sou leproso.
(ponto)
sou leproso de corpo, alma e espírito.
deal with it..
you don't have to say that you want to,
but babe please if you want to,
someday.
you don't have to say that you'd love to,
but they'd be pleased that you want to,
someday.

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