- *Nome*? - ela responde, com os olhos brilhantes, cheia de esperança.
- Sim, sou eu. Voltei.
E então, já sem conseguir se aguentar, ela começa a correr com os braços abertos, sorriso no rosto, lágrima nos olhos. Os cabelos esvoaçando ao vento, balançando, com as pontas brilhando e refletindo à luz do sol. A expressão mais sincera do universo.
- *Nome*! *Nome*! Eu sabia que irias voltar. Eu sabia. Eu sabia - ela cantarola enquanto se atira sobre mim e juro que ela quer fazer parte de mim ao ver a força com que me abraça - Eu sabia!
- E eu sabia que me esperarias. - comecei - Me perdoe, me perdoe por favor.
- Está tudo bem, você voltou.
- Me perdoe. - pode parecer patético, mas é a única coisa que consigo dizer. É difícil ter que sair e querer ficar.
- Tudo bem. Tudo bem. Não se preocupe com isso agora. Tudo bem.
E calos do seu corpo é tão bom. Tão prazeroso. Como mesmo suportei todos esses 25 anos sem ela? Como sou estúpido.
- Jamais deveria ter ido embora. Jamais. Me perdoe - repeti.
Ela me aperta mais forte.
- Tudo bem, sério. - ela diz com o rosto colado ao meu.
E senti suas lágrimas também.
- Venha *Nome*. Venha comigo para sua casa. Ela não é a mesma sem você.
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Que lixo de ideia. Não nasci pra isso. Jamais vai acontecer. Sonho é sonho. Fim. Não quero tentar.
- Aonde vais? - ela começou.
- Embora.
- NÃO!
- Desculpe.
- Não não não.
- Desculpe.
- Não, acabasse de chegar, vem pra dentro, vem.
- Não vou cair na sua armadilha.
- PARA! PARA! - ela grata comigo.
- Desculpe - falo atravessado me virando.
E então sua voz, e sua força acabou.
- não, não.. pare..
- desculpe - eu disse me afastando.. ouvindo ela resmungando..
- não, não.. pare..
Que lixo de ideia. Não nasci pra isso. Jamais vai acontecer. Sonho é sonho. Fim. Não quero tentar.
Não quero tentar.
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