quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

the white, my black.. the right, my wrong.. (pt 2)...





A história criou novos aspectos,
As cores mudaram,
O intocável permaneceu ali, parado.
Pude apenas observar o desfecho de uma nova história que estava por vir.

Aquilo que alguns chamam de coração, outros de sentimento,
Que pra alguns cria dor, outros arrependimento,
Que eleva o espírito, aniquila a solidão,
Ele aprisionou e cercou.
Pediu distancia, exigiu reverencia. Ninguém ousou perguntar.
Sua alma ferida foi sua maior obra de arte,
Seu espírito abalado protegia seu coração da destruição.
Depois de uma vez arrebentado, fez questão de manter ali, parado.

Ela veio sutil, simples,
Diferente e intrigante,
Perspicaz e evasiva.
Não perguntou, aconteceu.
Quando se interessou, ele entendeu.
Quando escreveu, ele chorou.

A última vez que chorara fazia mais de um ano,
Nem ele deve se lembrar,
Mas as gotas penetravam em sua pele machucada,
O suor de ter batalhado exaustivamente se encontrava com esse trilho de destruição.
Marcava a pele, arrombava o meu coração.

O intocável permaneceu dentro do seu ser,
A inocente alma do outro lado dessa desolação não viu nada disso,
Nada dele,
Mas escreveu.
Escreveu? Rabiscou seria melhor.
O texto nem fez tanto sentido.
E ele leu, impaciente, vi em seus olhos, estava inquieto.
Relaxava, lia uma palavra e se desesperava.
Onde ela achou essas palavras eu não sei,
Mas no texto mais simples que li sobre os fatos (único), ela acertou muitas delas.

Ele não teve escolha,
Eu não pude impedir.

O incrível é que muitos tentaram alcançar o mesmo,
Ele não deixou nem ao menos eles tentarem,
Quando se sentia ameaçado, sumia.
Quando agrediam, revidava.
Quando o amavam, ele rejeitava.
Era triste, era insolente.


Ele escreveu sua própria sinfonia melancólica de alucinações,
Brincou com ela, zombou dela, a enterrou, e então a amou.


Com ela não, ele mudou.
Ainda não entendo,
Parece que um texto repleto de negações não descreveria nada que desse pra entender o mínimo,
O básico.
Ele simplesmente abriu a porta.
Depois de um texto com palavras tiradas de dentro dele mesmo,
O intocável passou a ser,
Possivelmente visível a alguém,
A Você.

As marcas são motivos,
As palavras dão pistas,
Os textos exuberam crenças distintas,
E a chance de alguém finalmente querer realmente conhecê-lo,
O ilumina.

Um caminho, Um motivo, um lugar,
Não sei por que,
Mas parece que em ti, ele consegue encontrar,
Tudo pra repousar seu amor.

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