Ela não é de se amar por todo o sempre?
Como descrever a perfeição viva da natureza?
Como lhe contar que em seus doces lábios,
Destilam o queimar alcoólico de ungüentos das víboras mortíferas?
Que a suavidade das palavras te entorpecem,
Até negares a si mesmo,
Em troca de um punhal banhado em sangue,
Em SEU sangue?
Diga-me,
Não é de se amar por todo o sempre?
O que dizer então,
Do momento em que você a vê,
Presa,
Presa dentro de seus grandes olhos enegrecidos
Pela vaidade, ou irreverência, você não sabe,
Mas eles te sugam a vida,
E corroem a alma,
Até os seus não passarem de um simples brilho estrelar?
Ah! Meus caros druguinhus!
Sim, ela é de se amar para todo o sempre.
O distante sorriso da atração,
Os braços que te envolvem em emoções,
As palavras sussurradas ao ouvido,
Ou mesmo as perdidas no silencio,
Tudo,
Tudo tem intuito de te aproximar,
Do laço da morte,
Não me refiro à morte física meus druguinhos,
Mas a do seu coração,
Que não terá nada de pobre nem de coitado,
Mas será massacrado pela indecência de seus atos,
Por você se arriscar,
A conhecê-la.
E infelizmente,
Depois de morto,
Dirás-me: valeu à pena.
E se voltaras a mim, ao ver suas fotos, estampadas por toda a parede,
Com expressões do tipo:
"Ela não é de se amar por todo o sempre?"

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